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Renato Ribeiro relembra marcos históricos nas águas abertas

Técnico detalha bastidores do Canal da Mancha, Tríplice Coroa, Gibraltar e a criação de troféus emblemáticos da modalidade.

Em passagem pelo podcast Natação Stemma, o treinador Renato Ribeiro resgatou memórias marcantes de sua trajetória nas águas abertas. Entre os destaques, relembrou os 21 dias de espera no Estreito de Gibraltar e feitos no Canal da Mancha.

Revisitar fotos históricas de uma carreira dedicada à maratona aquática é também reviver momentos em que paciência, superação e estratégia técnica ditaram o sucesso das travessias. No programa Natação Stemma, o treinador Renato Ribeiro, fundador da Equipe Navegantes, resgatou os bastidores de algumas das conquistas mais emblemáticas de seus atletas pelo mundo.

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A Tríplice Coroa e a travessia de Capri-Nápoles

Entre os feitos de maior destaque está a conquista da Tríplice Coroa das Águas Abertas (Manhattan, Canal da Mancha e Catalina). Renato tornou-se o primeiro treinador a completar o circuito com a mesma atleta, marco divulgado pela revista Swim Channel. A galeria de memórias inclui ainda o troféu artesanal criado por Léo Natal e as medalhas oficiais das três etapas.

Outra prova de prestígio no currículo do treinador é a tradicional travessia italiana Capri-Nápoles. Renato celebrou o desafio realizado ao lado de Pri Magalo e relembrou a conquista anterior com Patrícia, sua primeira vitória na prova e atual sócia na Navegantes, além de recordar a presença de Samir Barel e Vitinho Gadelha nas margens italianas.

Renato Ribeiro relembra marcos históricos nas águas abertas

Desafios extremos: 21 dias de espera em Gibraltar e água doce em Manaus

O mar impõe seu próprio ritmo, e a travessia do Estreito de Gibraltar com o nadador Aderval foi uma das maiores provas disso. Para conseguir uma janela climática segura, a equipe precisou adiar as passagens de volta ao Brasil por duas vezes, enfrentando 21 dias de espera antes de cair na água com sucesso no penúltimo dia disponível.

Além do oceano, a ultramaratona em água doce no Rio Negro, em Manaus, também faz parte das grandes memórias de Renato, que destacou sua admiração pelo organizador Pierre e a beleza única da prova amazônica.

Troféus, treinos e os recordes no Canal da Mancha

A criação e o fortalecimento de desafios nacionais também marcaram a conversa. Renato participou do processo de idealização do troféu da Travessia do Leme ao Pontal (LPSA), cuja escultura de braço erguido foi inspirada na comemoração de Aderval ao completar o Canal da Mancha. O episódio ainda mencionou a Tríplice Coroa da prova 14 Bis, projeto pioneiro de Percival continuado por Wanderley Santos.

Por fim, Renato e Samir Barel recordaram um treino noturno marcante em 2016 com a turma da Navegantes — marcado pelo forte cheiro de óleo diesel da traineira de apoio — e celebraram os tempos históricos no Canal da Mancha, incluindo o recorde sul-americano masculino de Aderval e o recorde absoluto conquistado por Marcela dez anos depois.

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