Estratégia de nutrição intra-prova de Yago Alves no triatlo
Triatleta detalha consumo de até 130 g de carboidrato por hora no pedal, reposição de eletrólitos e lições da corrida.
O triatleta profissional Yago Alves detalhou sua estratégia de suplementação energética durante as provas de média distância. Ele explicou as metas de carboidratos no pedal, a reposição de eletrólitos e a importância de manter o aporte até o fim da corrida.
A evolução da nutrição esportiva nos últimos anos transformou a abordagem de atletas de alta performance, permitindo taxas de absorção energética antes consideradas impraticáveis. Em sua rotina competitiva, o triatleta profissional Yago Alves adota parâmetros elevados para sustentar o rendimento em provas como o IRONMAN 70.3, ajustando o plano em conjunto com sua nutricionista, Lu.
Na etapa de ciclismo, Yago busca manter uma ingestão de 120 g a 130 g de carboidratos por hora, acompanhada de uma reposição de 1.000 mg a 1.200 mg de eletrólitos. Para garantir que o trato digestivo tolere essa quantidade sob estresse fisiológico, a estratégia é replicada à risca durante os treinos, principalmente nas sessões de transição.
Ajustes na corrida e a lição do último gel
Durante a corrida — que dura cerca de 1h15 nas suas parciais de meia distância —, o aporte total fica em torno de 100 g. No entanto, o atleta destaca que a disciplina nutricional precisa ser mantida até os metros finais. No IRONMAN 70.3 São Paulo, por volta do quilômetro 14 ou 15, Yago optou por deixar de tomar o último gel programado por achar que não seria necessário, sentindo a queda de energia logo em seguida antes de cruzar a linha.
Na mesma edição em São Paulo, o triatleta também lidou com imprevistos ao perder uma garrafa de eletrólitos no percurso de ciclismo. Como a caramanhola perdida não continha a carga de carboidratos, o prejuízo energético direto foi evitado, permitindo que ele sustentasse o ritmo na bike e completasse a prova.