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A trajetória de Yago Alves: dos 7 anos à rotina em Portugal

Triatleta relembra o início em Balneário Camboriú, os oito meses de treinos em Rio Maior e a faculdade de jornalismo.

Com duas décadas dedicadas ao triatlo, Yago Alves detalha seus primeiros passos no esporte em Santa Catarina e o divisor de águas que viveu em Portugal. O atleta também conta como conciliou a rotina pesada de treinos com a graduação em jornalismo.

A relação de Yago Alves com o esporte começou muito cedo. Nascido em São Paulo, mas criado em Balneário Camboriú (SC), o triatleta cresceu cercado por competições locais que passavam na televisão e agitavam a orla catarinense. Na natação desde o primeiro ano de vida por incentivo da família, ele estreou no triatlo aos 7 anos no Desafio dos Pinguins, disputado em pleno mês de julho na Praia de Cabeçudas, em Itajaí. Sem sapatilha ou roupa de borracha, encarava o mar gelado e descia da bicicleta para conseguir fazer as curvas nos retornos do percurso.

Esse contato precoce com o mar formou a base da sua tranquilidade na água, mas o caminho até a elite exigiu paciência. Sem figurar como o mais talentoso ou colecionar vitórias fáceis nas categorias infantil e júnior, Yago construiu sua evolução na constância dos treinos diários. Na reta final do ensino médio, a rotina ganhou contornos rigorosos: para conciliar escola e esporte sob orientação da CPH, acordava de madrugada para rodar na estrada às 5h — escoltado pelo pai de carro — ou entrava na piscina às 6h antes do sinal da aula.

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A imersão internacional em Rio Maior

Logo após concluir a escola no final de 2015, surgiu a oportunidade que consolidou sua decisão de viver do triatlo: integrar o centro de treinamento em Rio Maior, Portugal, polo que reunia nomes da seleção brasileira e atletas internacionais sob o comando do técnico Sérgio Santos. Seus pais exigiram apenas a conclusão do ensino médio antes do embarque.

Durante oito meses em solo português, Yago conviveu com atletas experientes como Pâmela Oliveira, Vittoria Lopes, Danilo Pimentel e Diogo Sclebin, que fazia sua preparação olímpica. A rotina profissional no exterior e o nível das provas europeias funcionaram como um verdadeiro choque de realidade, fundamental para sua transição da categoria júnior para a sub-23 quando retornou ao Brasil no fim de 2016.

A trajetória de Yago Alves: dos 7 anos à rotina em Portugal

A escolha pelo jornalismo e visão de futuro

De volta ao país e em franca evolução nas três modalidades, Yago ingressou na faculdade de Jornalismo no período noturno. A escolha foi motivada pelo interesse na cobertura esportiva e pelo desejo de construir alternativas profissionais, fugindo das ciências exatas da física ensinada pelo pai e da educação física cursada pela mãe.

Embora hoje admita que a rotina noturna de estudos seria inviável na fase atual de treinos do alto rendimento, a graduação agregou bagagem. Olhando para o futuro, o atleta não descarta cursar uma segunda graduação — desta vez em Educação Física — para ampliar seu leque de atuação dentro do ecossistema do esporte, unindo a vivência prática ao conhecimento acadêmico.

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