Como Yago Alves concilia distâncias no calendário de provas
Triatleta profissional detalha o desafio de alternar provas curtas e meio Ironman ao longo da temporada de competições.
Yago Alves explica como lida com um calendário intenso de competições no triatlo, alternando provas curtas e meia distância. O atleta relembra dobradinhas extremas e o desafio de alinhar largadas em curto intervalo.
Montar um calendário competitivo no triatlo de alto rendimento exige equilibrar ambições esportivas, compromissos obrigatórios e a resposta física a diferentes tipos de estímulo. No episódio #267 do Stemma Podcast — que também abordou outros momentos de sua carreira —, o triatleta profissional Yago Alves explicou como administra a transição entre provas curtas e eventos de meia distância, além da rotina frequente de competir em fins de semana consecutivos.
Histórico de múltiplas largadas e dobradinhas
A rotina de emendar largadas não é uma novidade na trajetória de Yago. Desde as categorias de base, o atleta tinha o hábito de disputar travessias aquáticas pela manhã e provas de corrida à tarde. Essa dinâmica seguiu na vida adulta com desafios extremos, como a disputa de duas modalidades de aquathlon e um triatlo olímpico em um mesmo fim de semana no circuito Metrópoles, ou uma sequência de três dias consecutivos de provas em Maceió, variando entre sprint individual e revezamento misto (team relay).
Apesar do costume com ritmos intensos, encarar dois meio Ironmans com apenas uma semana de intervalo foi uma experiência inédita para o triatleta. A logística de retorno de uma prova internacional para outra largada trouxe desgaste adicional, agravado por atrasos com malas e equipamentos, exigindo rápida adaptação psicológica e física para estar pronto na linha de largada.
A conciliação entre meio Ironman e distâncias curtas
O maior desafio do planejamento anual, segundo Yago, está em conciliar as características de treino do meio Ironman com provas de distância olímpica e sprint. Muitas vezes, um atleta inicia a preparação focando no endurance da meia distância, mas precisa encaixar eventos curtos e velozes no caminho — ou o inverso, quando uma etapa de 70.3 surge no meio de um bloco voltado à velocidade curta, como ocorreu em Brasília.
Essa sobreposição de calendários exige flexibilidade e a aceitação de que nem sempre será possível chegar 100% específico para cada prova. Diante de um cronograma que raramente é o ideal, o atleta ressalta que competir mesmo sem a preparação milimétrica para a distância faz parte da realidade do triatlo profissional.