Como a La Misión se consolidou como ícone do trail no Brasil
Sidney Togumi e Shubi Guimarães relembram a chegada da prova ao país e analisam os pilares da sua organização.
Sidney Togumi relembra sua transição das corridas de aventura para o trail running a partir de 2009 e a chegada da La Misión ao Brasil. Ao lado de Shubi Guimarães no XTREMMA Sports, o treinador detalha como o arrojo e a dedicação exclusiva da organização elevaram o padrão técnico do evento.
A transição de Sidney Togumi das corridas de aventura para o trail running ganhou forma definitiva em 2009. O divisor de águas foi a participação na La Misión, na Argentina — que, naquele período, ainda era uma prova disputada exclusivamente em formato de trekking com navegação por carta e bússola. Após correr o Desafio dos Vulcões por duas vezes, evento também capitaneado pelo organizador Guru, Togumi conheceu o evento argentino e decidiu migrar integralmente para as corridas de trilha e montanha.
A chegada da La Misión ao Brasil e o padrão de excelência
Responsável por trazer a La Misión para o Brasil, Togumi ajudou a construir um evento que se tornou referência máxima no cenário nacional de montanha. Em conversa no podcast XTREMMA Sports, a multiatleta e organizadora Shubi Guimarães — veterana de provas internacionais de prestígio, como o UTMB em Chamonix — destacou a prova brasileira como a melhor do país em diversos aspectos: percurso técnico, segurança operacional, beleza cênica e estrutura de atendimento ao corredor do pré ao pós-prova.
Gestão focada e aprimoramento contínuo
Embora tenha sido o precursor do evento em solo nacional, Togumi atribui o padrão atual da La Misión Brasil ao trabalho de Paulinho, responsável pela operação da prova. A dedicação pessoal e o perfil arrojado na tomada de decisões transformaram o evento em um projeto de vida, permitindo que a competição crescesse em complexidade sem perder o compromisso com a experiência do atleta.
Um dos principais diferenciais apontados na conversa é a escolha de manter uma única grande prova ao longo do ano. Enquanto produtoras que realizam múltiplos eventos precisam desdobrar suas equipes em diversos calendários, a concentração total de esforços em uma edição anual viabiliza investimentos contínuos em segurança, melhorias logísticas e refinamento de percurso nas montanhas mais desafiadoras do Brasil.