A base esportiva na infância e o fenômeno da Geração Z na corrida
Karina Barcellos analisa como a iniciação precoce molda hábitos e por que os jovens buscam os run clubs para se reconectar.
A relação com o esporte começa na infância, mas ganha novos significados na vida adulta. Karina Barcellos debate a importância da formação escolar e a explosão dos coletivos de corrida entre a Geração Z.
A conexão com a prática esportiva costuma nascer nos primeiros anos de vida, muitas vezes impulsionada pela família e pelo ambiente escolar. Esse início estruturado serve como base para o desenvolvimento motor e cria uma memória afetiva que acompanha o atleta em diferentes fases da vida, mesmo quando a rotina adulta impõe pausas.
A base construída na infância e na escola
Para Karina Barcellos, a relação com a atividade física começou logo aos dois anos, com aulas de natação por incentivo e preocupação dos pais com segurança aquática. Ao longo do período escolar em Campinas, a vivência esportiva se diversificou em olimpíadas internas e na prática de futebol, handebol, vôlei e salto em extensão.
A estrutura educacional da época colocava a educação física como disciplina obrigatória no boletim, exigindo comprometimento dos alunos com regras e participação. Contudo, a transição para a rotina universitária e profissional em São Paulo representou um ponto de ruptura comum a muitos adultos, tornando a manutenção dos treinos um desafio diante das novas obrigações diárias.
A Geração Z e a busca por pertencimento na corrida
Embora exista uma preocupação com o sedentarismo e o uso excessivo de telas entre os mais novos, a Geração Z tem impulsionado um movimento expressivo de renovação no esporte. A busca por saúde e autocuidado acelerou nos últimos anos, especialmente no período pós-pandemia, transformando o ecossistema da corrida de rua.
Mais do que a busca isolada por performance física, os jovens encontram nos coletivos e comunidades de corrida um espaço fundamental de pertencimento e conexão real. Em um cenário dominado por interações digitais e individualismo, fazer parte de um grupo e socializar através do esporte tornou-se um dos principais motores desse novo comportamento de consumo e estilo de vida.