Curated
Voltar M @marketingthepodcast 3 min de leitura
business

Os dois erros mais comuns na medição de impacto social

Dihego Pansini analisa a transição de métricas de esforço para resultados reais e o papel da comunicação institucional.

Dihego Pansini aborda as falhas frequentes em projetos sociais corporativos e a necessidade de focar na transformação real antes da narrativa. O debate analisa métricas de resultado e o papel da comunicação como prestação de contas.

Dihego Pansini falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre os desafios de mensurar impacto social e os principais equívocos cometidos por empresas ao estruturar iniciativas comunitárias.

No vídeo acima, a discussão aborda como as organizações costumam ter facilidade para controlar investimentos internos, mas encontram um cenário de incerteza ao atuar em territórios e municípios. Pansini aponta que o modelo tradicional de acompanhamento social focava apenas no volume de recursos aportados ou no número bruto de participantes atendidos, métricas que já não respondem às demandas atuais de governança.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

A mudança nas métricas de impacto

Pansini explica que a avaliação de projetos sociais passou a exigir indicadores de transformação efetiva, distanciando-se de números puramente quantitativos de atendimento. "Antes era assim: 'Quantas pessoas eu capacitei?' Hoje é assim: 'Quantas pessoas que com essa capacitação foram empregadas?' 'Quanto que aquele negócio, aquele empreendimento que nós investimos, aumentou de renda para aquela cooperativa, para aquela associação?'", pontua.

Para Pansini, o mesmo rigor se aplica a iniciativas em outras áreas, como a educação. Não basta verificar o investimento financeiro realizado, mas sim acompanhar se houve evolução pedagógica, melhoria na qualidade do ensino e reflexo direto no desempenho escolar dos alunos.

Os dois erros mais comuns na medição de impacto social

Os dois principais erros corporativos

Ao detalhar os desvios mais recorrentes na gestão de projetos sociais, Pansini resume o problema em duas frentes centrais. O primeiro erro consiste em realizar aportes sem definir previamente o objetivo de transformação social pretendido.

"Se antes construir relacionamento já era suficiente e hoje a gente tem essas outras camadas todas, não basta saber quantas pessoas eu capacitei, mas que tipo de mudança eu gerei, para você conseguir chegar nesse ponto, a primeira pergunta é assim: 'Qual a transformação que eu quero gerar?'", destaca Pansini. Sem essa definição preliminar, os indicadores perdem a função estratégica.

O segundo erro apontado por Pansini é a priorização da narrativa e da divulgação antes da consolidação do impacto real. A comunicação e o marketing não devem substituir o resultado prático, mas atuar após a definição clara de estratégia, objetivos e métricas de medição.

Comunicação como prestação de contas

Segundo Pansini, a divulgação de iniciativas sociais cumpre um papel legítimo quando atua como transparência e utilidade pública. "A narrativa, a comunicação, ela vem para gerar valor naquilo que você já definiu como estratégia", afirma.

Pansini ressalta que tornar as ações públicas permite que a sociedade e os moradores locais conheçam as oportunidades disponíveis e participem dos projetos. A comunicação institucional, portanto, fortalece a reputação e a percepção de valor ao operar como um instrumento de prestação de contas à comunidade.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @marketingthepodcast