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Pietra Palma reflete sobre as fases na corrida e leveza

Entre tradições de Natal e a rotina do marido, influenciadora analisa a perda de pressão e a maturidade esportiva.

Pietra Palma detalha como sua relação com a corrida se transformou com o passar dos anos, saindo da cobrança por performance para uma prática mais leve. A corredora também reflete sobre as pausas por lesão e a abordagem descomplicada dos treinos em casal.

A relação com o esporte dificilmente segue uma linha reta. Entre períodos de empolgação extrema, cobranças desmedidas por ritmo e pausas obrigatórias por lesões, a maturidade na corrida costuma chegar quando as expectativas de performance dão lugar à leveza. Em conversa no Girls Who Run, programa do ecossistema Stemma, Pietra Palma compartilhou como suas fases no esporte revelaram a importância de respeitar o próprio momento.

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A tradição de Natal como termômetro da evolução

Para ilustrar como sua mentalidade mudou ao longo do tempo, Pietra traça uma linha cronológica a partir de uma tradição familiar: a corrida matinal no dia 25 de dezembro com o pai, após a ceia natalina no interior. Em 2022, logo após ganhar seu primeiro tênis específico de corrida, os 6 km intercalados com caminhada em um ritmo médio de 9 min/km trouxeram uma sensação imediata de conquista, mesmo sem relógio ou monitoramento de métricas.

O cenário mudou no Natal de 2023. Já inserida na rotina de treinos e buscando distâncias maiores, Pietra encontrou dificuldades no percurso com subidas e se frustrou com o rendimento. A autocrítica excessiva por não sustentar o ritmo após a ceia e sob forte calor evidenciou a falta de maturidade daquele momento, quando a cobrança desnecessária sobrepôs o prazer da tradição familiar.

Pietra Palma reflete sobre as fases na corrida e leveza

A virada de postura consolidou-se nos anos seguintes. Em 2024, após completar sua primeira meia maratona em junho e enfrentar lesões, ela encarou a corrida natalina sem metas rígidas, sustentando um pace de 7 min/km com tranquilidade. Já em 2025, o treino conjunto ocorreu em ritmo de 8 min/km, acompanhando a estratégia do pai — que treinava para uma ultramaratona monitorando a frequência cardíaca abaixo de 140 bpm —, intercalando trotes e caminhadas sem qualquer conflito com o relógio.

Pausa por lesão e retorno sem pressão

O afastamento das distâncias longas ocorreu de forma gradual, acelerado por quedas de imunidade e uma lesão na costela que exigiu dois meses de repouso absoluto. Ao retomar os treinos, a dinâmica anterior já não trazia o mesmo entusiasmo. Em vez de forçar uma continuidade desconfortável, Pietra adaptou a rotina com sua treinadora para blocos curtos de corrida forte alternados com caminhada.

O treino do marido e o contraste no esporte

O processo coincidiu com o início dos treinos do marido, Stê, que decidiu se inscrever para a Meia Maratona do Rio inspirado pela conclusão da prova de Pietra. Ao acompanhar a preparação dele, a influenciadora notou um contraste marcante: a ausência total de ansiedade com horários de treino — mesmo às 15h de um sábado —, nutrição, géis de carboidrato ou detalhes logísticos da largada.

Essa simplicidade evidenciou como o excesso de informação e a busca por otimização nas redes sociais muitas vezes retiram a espontaneidade da corrida. No dia a dia, a diferença de ritmo — com ele correndo na faixa de 5 min/km e ela em cerca de 6:50 min/km — levou o casal a priorizar treinos lado a lado apenas na esteira, preservando o espaço individual e introspectivo de cada um no asfalto.

Desapego do nicho e superação da culpa

A transição também exigiu paciência para desconstruir a cobrança interna ligada à produção de conteúdo. Acostumada a compartilhar a rotina esportiva na internet, Pietra enfrentou períodos de incômodo ao ver outros atletas evoluindo enquanto sua prática desacelerava. O amadurecimento levou cerca de um ano para consolidar o entendimento de que a conexão com o público ultrapassa as planilhas e quilometragens semanais.

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