Pietra Palma e o impacto de mostrar o início real na corrida
Criadora relembra os primeiros passos na internet, a falta de referências para iniciantes e o desafio das comparações.
Em conversa no Girls Who Run, Pietra Palma compartilha como foi expor seus primeiros passos na corrida nas redes sociais. A criadora destaca a importância da representatividade para quem começa do zero e o impacto de mostrar uma evolução não linear no esporte.
No episódio do Girls Who Run, projeto do hub Stemma Sports que também aborda transições de rotina e bem-estar, Pietra Palma relembrou como foi começar a compartilhar sua rotina de corredora iniciante na internet. Em um período anterior à explosão recente de perfis dedicados ao esporte, ela usou as redes sociais, principalmente o TikTok, para registrar sua aproximação com os treinos.
A busca por referências reais
Quando decidiu buscar conteúdos sobre o esporte para se guiar, Pietra encontrou um cenário dominado por corredores já experientes, que completavam distâncias como 21 km ou rodavam 25 km em ritmos em torno de 5 min/km. Para quem estava começando na esteira com 3 km em 40 minutos, a falta de identificação era evidente. A percepção de que faltavam referências para quem dava os primeiros passos a incentivou a registrar o próprio processo com naturalidade.
A resposta da comunidade veio rápido. A criadora, formada em jornalismo, conta que as mensagens de seguidoras relatando que se sentiram incentivadas a sair da cama e a enfrentar a depressão deram propósito à comunicação. Esse retorno reforçou o valor de documentar uma trajetória que acompanhou desde a primeira corrida até a conclusão de provas de 21 km.
Comparações e a realidade dos altos e baixos
Com o aumento do volume de criadores no universo da corrida, surgiram também rotinas marcadas por evoluções rápidas e saltos diretos para maratonas em pouco tempo de prática. Em contrapartida, a trajetória de Pietra se manteve focada em um desenvolvimento orgânico, refletindo a dinâmica da maioria dos praticantes amadores.
Ainda assim, expor a rotina trouxe questionamentos internos. Pietra destacou que também enfrentou momentos de comparação e ansiedade por evolução quando os avanços não vinham de maneira linear. Para ela, é fundamental reconhecer que a corrida é feita de fases e que o processo de diminuir o ritmo ou desacelerar faz parte da jornada, mesmo sendo um aspecto raramente compartilhado no meio digital.