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Os 3 principais erros na natação segundo Wanderley Santos

Treinador analisou 189 atletas em avaliação biomecânica de 30 itens e detalha falhas de propulsão e arrasto na água.

Com base em quase 200 avaliações biomecânicas de nadadores e triatletas, o treinador Wanderley Santos mapeou as falhas técnicas mais frequentes na água. Descubra como cotovelo alto, apoio na respiração e ação do core definem o rendimento.

Identificar com precisão o que trava a evolução de um atleta na piscina exige método e olhar clínico. Em análise compartilhada no podcast Café com Tri — episódio que também aborda a preparação da natação para o triatlo —, o treinador Wanderley Santos detalhou as conclusões obtidas a partir de 189 avaliações biomecânicas individuais realizadas na Care Club, abrangendo desde iniciantes e crianças até nomes de elite como Santiago Ascenço e Luiz Ohde.

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O método dos 30 itens: propulsão versus resistência

O protocolo estruturado por Wanderley divide a análise técnica em 30 itens biomecânicos, divididos igualmente em dois blocos fundamentais: 15 itens dedicados aos gestos motores da fase propulsiva (o trabalho de braços e pernas que empurra o corpo à frente) e 15 voltados às posições da fase resistiva (tudo aquilo que gera arrasto e freia o deslocamento na água). Segundo o treinador, entender onde reside o gargalo é o único caminho para prescrever educativos eficientes — realizar exercícios para propulsão quando o problema real é o excesso de arrasto não trará evolução.

Os 3 principais erros na natação segundo Wanderley Santos

Os três erros mais recorrentes na água

A compilação dos dados revelou três falhas técnicas que se repetem de maneira consistente na grande maioria dos praticantes. O primeiro e mais frequente erro é a incapacidade de manter o cotovelo alto, comprometendo a alavanca de tração e a capacidade de aplicar força contra a massa de água.

A segunda falha crítica é a perda de apoio do braço da frente durante a respiração. Toda vez que a cabeça gira para respirar, o braço dianteiro tende a afundar prematuramente; além de anular a tração, a perda de sustentação desalinha o corpo e aumenta drasticamente o arrasto hidrodinâmico.

Por fim, o terceiro erro campeão está na falta de ação do core e na instabilidade do quadril. Quando o atleta não estabiliza o tronco ou gira o corpo excessivamente, as pernas tendem a se afastar para compensar o desequilíbrio, prejudicando a propulsão do batimento e gerando mais freio. Para Wanderley Santos, corrigir de forma direcionada esses três pilares — apoio de braço, sustentação do cotovelo alto e firmeza de core — soluciona as deficiências de cerca de 90% dos nadadores.

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