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Ju Markan: das primeiras provas à estreia em Nova York em 3h15

A corredora relembra a descoberta do talento natural, a transição rápida aos 42 km e o índice para Majors logo na estreia.

Em conversa no Girls Who Run, Ju Markan detalhou sua evolução meteórica na corrida de rua. Das primeiras meias maratonas com ritmo forte até a estreia nos 42 km de Nova York em 3h15, a atleta conta como descobriu seu potencial competitivo.

A trajetória de Ju Markan na corrida de rua começou com uma evolução incomum e praticamente sem etapas intermediárias demoradas. Em participação no podcast Girls Who Run, a corredora relembrou seus primeiros passos estruturados no esporte, desde o contato inicial com os treinos no aplicativo até a realização da sua primeira prova oficial, cerca de um ano antes de encarar os 42 km.

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Das primeiras meias à surpresa dos treinadores

Logo após correr seus primeiros 15 km despretensiosamente, Ju encarou sua primeira meia maratona. Correndo ao lado de um amigo e completando o percurso com um ritmo médio na casa de 4:40/km, a performance chamou a atenção imediata da comissão técnica. Seu treinador, Fábio, chegou a brincar desconfiando se o relógio não havia sido colocado no pulso do colega, diante da facilidade com que ela completou a distância sorrindo e sem desgaste aparente.

Animada com o resultado, Ju pediu autorização para se inscrever em uma maratona. O treinador estabeleceu como condição que ela entregasse mais uma meia maratona em alto nível antes de pensar nos 42 km. A resposta veio um mês depois na Meia Maratona do Rio de Janeiro, novamente com ritmo consistente e validação do técnico para dar o próximo passo.

Ju Markan: das primeiras provas à estreia em Nova York em 3h15

A vaga de última hora e a estreia na Maratona de Nova York

O plano inicial era disputar a Maratona de Lisboa, influenciada por imagens da prova portuguesa. No entanto, uma oportunidade de última hora viabilizou uma vaga para a Maratona de Nova York. Sem entender a dimensão do que era uma World Marathon Major ou a reputação do percurso nova-iorquino como um dos mais duros do circuito, Ju aceitou o desafio.

Na preparação, dividindo sessões de fisioterapia e treinos, a expectativa era manter um ritmo em torno de 4:50/km. No dia da prova, a experiência foi marcada pela atmosfera de Nova York e um resultado expressivo: 3h15min na linha de chegada. Sem ter dimensão prévia das tabelas de qualificação, ela descobriu logo após cruzar a meta que o tempo garantia índice para quase todas as Majors, incluindo Boston.

Limites testados no revezamento

O entendimento sobre sua capacidade competitiva já havia ganhado contornos fortes durante a participação no Red Bull 24 Horas, em Recife. Em uma disputa de revezamento em esteira com equipes de 16 atletas, Ju precisou sustentar tiros fortes para ajudar o time, puxando parciais até 3:40/km na madrugada. A experiência coletiva consolidou a percepção de que seu corpo respondia muito bem à intensidade, abrindo caminho para objetivos ainda mais ambiciosos no asfalto.

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