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Buscar RP ou disputar pódio: a estratégia de Ju Markan

A corredora explica como muda a preparação, a tática e a cabeça na hora de correr contra o relógio ou pelos primeiros lugares.

Ju Markan detalha a diferença prática entre correr focado em recorde pessoal e entrar em uma prova para brigar por pódio. Em conversa no Girls Who Run, ela compartilha os bastidores táticos de provas como Porto Alegre e Maceió.

Na corrida de rua, a linha de chegada tem significados distintos dependendo do objetivo traçado antes da largada. Correr contra o relógio para bater um recorde pessoal (RP) exige uma dinâmica mental e física totalmente diferente de alinhar no pelotão com a meta de subir ao pódio e disputar posições diretas com adversários.

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A diferença entre correr contra o tempo e correr contra adversários

Para Ju Markan, que entrou no universo da corrida há menos de dois anos, entender essa distinção foi parte crucial da sua evolução tática sob a orientação do treinador Fábio Bessa. Quando o foco é o RP, a prova é individual: o ritmo é calculado internamente e não depende das movimentações ao redor. Já na disputa por pódio, a leitura de prova e os pequenos detalhes de recuperação pesam de forma decisiva.

Essa diferença estratégica afeta até mesmo a rotina de treinos na semana da competição. Em provas visando colocação, dosar a musculação e evitar a fadiga nas pernas nos dias anteriores é fundamental para ter força de resposta nos momentos de aceleração e ataque contra os concorrentes.

Buscar RP ou disputar pódio: a estratégia de Ju Markan

Da análise de rankings ao pódio planejado

Essa mentalidade competitiva começou a ser aplicada de forma consciente em provas selecionadas. Convidada para correr a Mizuno Atenas, por exemplo, Ju analisou os rankings de edições anteriores para avaliar onde teria reais chances de pódio, optando pela distância de 18 km para disputar as primeiras colocações.

A dinâmica, no entanto, pode se misturar no asfalto. Na Maratona de Porto Alegre, o plano inicial era focado exclusivamente em bater RP. Sob chuva intensa, Ju acabou correndo lado a lado com sua referência, Vitória Gomes, sustentando um ritmo forte do início ao fim e conquistando a segunda colocação geral enquanto baixava sua marca pessoal.

O desafio mental e as adversidades em Maceió

Já na etapa recente em Maceió, a meta prévia era a vitória. Mesmo enfrentando condições adversas — apenas três horas e meia de sono na noite anterior, pernas pesadas, calor intenso e vento contra severo no retorno pela orla —, a estratégia e a força mental falaram mais alto, garantindo o primeiro lugar geral na prova.

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