Da moda à corrida: a trajetória de negócios de Ju Markan
Criadora de marca e influenciadora, a corredora detalha suas origens no empreendedorismo e a volta a São Paulo.
Antes de se destacar no asfalto, Juliana Markan construiu uma trajetória sólida no mercado da moda e do conteúdo digital. Em conversa no Girls Who Run, ela relembra os primeiros passos nos negócios em Recife e como a disciplina profissional se reflete no esporte.
Embora o sotaque nordestino marque suas falas, Juliana Markan é natural de São Paulo. A mudança para o Nordeste aconteceu ainda jovem, vivendo por cerca de 20 anos em Pernambuco, onde construiu suas primeiras raízes profundas tanto na vida pessoal quanto no mercado da moda, antes de retornar à capital paulista há cerca de quatro anos.
O início precoce no empreendedorismo e o e-commerce
A veia empreendedora de Ju Markan surgiu cedo, fortemente incentivada pela família de empresários. Aos 17 anos, recém-ingressada na faculdade, ela recebeu um lote de bijuterias da mãe com a missão de vendê-las. A iniciativa resultou na criação do My Wish Ateliê de Acessórios, um e-commerce pioneiro em uma época em que poucos negócios apostavam na internet.
Da influência digital à marca própria em Recife
Conforme o mercado digital evoluía e a cena de criadoras de conteúdo ganhava força — na mesma época de nomes pioneiros como Camila Coutinho —, Ju começou a se destacar como referência de estilo em Recife. Chamada para eventos e parcerias, ela percebeu rápido o potencial de monetizar sua presença digital além das simples permutas do Instagram.
A visibilidade a levou a assumir a curadoria de uma loja multimarcas física na capital pernambucana. Ju comprou uma fatia da sociedade e, pouco tempo depois, assumiu o comando integral do negócio. Durante essa fase à frente da loja, desenvolveu também sua marca própria de criação. Anos depois, vendeu a operação física em Recife para retornar a São Paulo e focar exclusivamente no desenvolvimento de sua marca autoral e na criação de conteúdo.
A ponte entre os negócios e o esporte
Para Juliana, a mentalidade construída nos negócios conversa diretamente com os desafios enfrentados no asfalto. Citando a visão de referências como Eliud Kipchoge sobre como a corrida reflete a própria vida, ela aponta que a resiliência, a disciplina diária e a coragem de assumir objetivos em voz alta são pilares que guiam tanto seus passos no mundo corporativo quanto seu desenvolvimento como atleta.