Ju Markan fala sobre performance, ambição e leveza na corrida
A empresária e corredora compartilha sua rápida ascensão aos pódios e a meta de sub-3 na Maratona de Chicago.
Em entrevista ao podcast Girls Who Run, Ju Markan detalha sua trajetória da moda aos pódios da corrida de rua. Ela conta como equilibra disciplina e metas ambiciosas sem perder a leveza na rotina.
A transição de uma rotina casual de treinos para a disputa constante por pódios traz novas ambições e desafios para quem corre. No podcast Girls Who Run, a empresária e criadora de conteúdo Juliana Markan compartilhou sua trajetória na corrida de rua, explicando como encontrou alto rendimento esportivo sem abrir mão da vida social e da leveza.
Quem é Juliana Markan e sua carreira na moda e negócios
Paulista de nascimento e criada em Pernambuco, Ju Markan construiu uma sólida trajetória empreendedora no mercado da moda antes de se destacar no atletismo amador. Após anos à frente de lojas multimarcas e do desenvolvimento de sua marca própria de alfaiataria e resort em Recife, ela retornou a São Paulo para expandir seus negócios e consolidar sua presença na criação de conteúdo digital, transpondo a disciplina dos negócios para os treinos diários.
Histórico esportivo e primeiros passos na corrida
O desempenho acelerado na corrida apoia-se em uma base motora construída desde a infância, que inclui anos de balé, jazz, ginástica olímpica competitiva no Clube Paineiras, nado sincronizado e hipismo. O contato com a corrida de rua começou de forma despretensiosa na orla de Boa Viagem e ganhou consistência em aulas de bootcamp, até que a atleta decidiu ingressar formalmente na assessoria esportiva MP Run para estruturar sua evolução técnica.
Primeiras provas, descoberta do talento e Maratona de Nova York
Logo em suas primeiras competições oficiais de meia maratona, Ju surpreendeu os treinadores ao sustentar ritmos fortes com naturalidade. A comprovação de sua resistência veio no desafio Red Bull 24 Horas, correndo tiros intensos em esteira ao longo de um dia. Pouco depois, estreou nos 42 km na prestigiada Maratona de Nova York, completando o percurso em 3h15 e garantindo índice classificatório para as principais provas do circuito mundial.
Lesão pós-Nova York, recuperação e a Maratona de Londres
O volume intenso de Nova York resultou em uma canelite que evoluiu para fratura por estresse, exigindo uma pausa forçada nas passadas e foco na recuperação física e profissional. O retorno gradual às provas começou com uma vitória em uma corrida de 5 km em Carneiros, culminando na preparação para a Maratona de Londres, onde Ju baixou sua marca nos 42 km para 3h08.
Estratégia de provas: buscar RP versus disputar pódio
A corredora aprendeu a distinguir competições voltadas para bater recorde pessoal daquelas com foco tático em conquistar colocações no pódio geral. Enquanto a Meia Maratona de Porto Alegre serviu para cravar seu melhor tempo ao lado de referências como Vitória Gomes, provas como o circuito Atenas e a corrida de Maceió exigiram leitura estratégica de adversárias, gestão de clima adverso e controle muscular durante a semana.
Transformações da corrida e o objetivo do Sub-3 em Chicago
Além das marcas no cronômetro, a rotina de treinos trouxe equilíbrio, foco e maturidade emocional, transformando prioridades e protegendo o compromisso inegociável com os treinos longos de fim de semana. Com o sonho de completar as seis World Marathon Majors, Ju revelou seu principal objetivo da temporada: buscar o tempo abaixo de 3 horas na rápida Maratona de Chicago.
Competitividade, leveza e a coragem de compartilhar metas
Ao abordar a pressão por resultados e o engajamento nas redes sociais, Ju e as apresentadoras discutiram a importância de encarar frustrações com naturalidade e maturidade. Para a atleta, assumir metas publicamente cria conexões reais e mobiliza torcida, mostrando que a busca pelo alto rendimento é mais sustentável quando acompanhada de honestidade e leveza.