Ironman 70.3 Floripa: nutrição, segurança e vento no pedal
Thelma D'Amelio e Bruna Mahn detalham hidratação, plano B para carboidratos e dicas de pilotagem para o ciclismo.
Errar a estratégia no ciclismo custa caro na corrida de um meio Ironman. Confira as orientações de Thelma D'Amelio e Bruna Mahn sobre abastecimento, hidratação e como encarar o vento no trecho de bike.
O trecho de ciclismo no triathlon é a principal janela de oportunidade para abastecer o corpo e garantir energia para a etapa final. Se houver falha na ingestão de carboidratos ou líquidos na bike, o prejuízo costuma cobrar a conta diretamente na corrida. A regra de ouro é nunca inventar: use rigorosamente a mesma marca e tipo de gel ou carboidrato líquido testados exaustivamente durante a preparação, respeitando as quantidades e o fracionamento programado para evitar desconfortos gastrointestinais.
Hidratação com hora marcada e a necessidade do plano B
A combinação de vento constante com a adrenalina da prova mascara a sensação de sede, tornando fácil esquecer de beber água. A recomendação prática é programar alertas no relógio a cada 20 ou 30 minutos para ingerir cerca de 250 ml de líquidos. Além disso, perder caramanholas no asfalto é um imprevisto comum. Por isso, garrafas devem ser presas com elásticos e o atleta precisa carregar sachês de gel reservas equivalentes à quantidade de carboidrato perdida caso uma garrafa caia da bicicleta.
Para quem está estreando na distância ou ainda não tem tanta destreza no guidão, sair da transição com três ou quatro garrafas abastecidas reduz a dependência de paradas em postos de hidratação, minimizando riscos de acidentes.
Comunicação nos postos de hidratação e condução no vento
Nos pontos de apoio ao longo do trajeto, a atenção deve ser redobrada. Atletas cansados frequentemente reduzem a velocidade de forma brusca ou mudam de trajetória sem aviso. Manter a comunicação aberta — avisando em voz alta se vai passar direto pela esquerda ou sinalizando ultrapassagens — previne colisões desnecessárias, compreendendo que muitos competidores estão no limite do cansaço.
Já na gestão do percurso contra o vento no retorno para Jurerê, a previsão de rajadas diagonais entre 10 e 15 km/h exige disciplina tática. A orientação é não brigar contra o vento: alivie as marchas, sustente rigorosamente a potência ou zona de esforço estipulada na planilha e mantenha-se o máximo de tempo possível na posição aerodinâmica no clipe.