Ironman 70.3 Florianópolis: logística e natação em Jurerê
Dicas de transição, bike check-in e preparação para encarar a natação com a nova estrutura da prova na Ilha da Magia.
A mudança da sede do Ironman 70.3 Florianópolis para Jurerê aproxima os atletas da atmosfera do Ironman Brasil. Confira as principais orientações logísticas sobre a Ironman Village, o ritual de transição e o uso da roupa de borracha no mar.
A transferência do Ironman 70.3 Florianópolis para Jurerê Internacional mudou a dinâmica da prova e aumentou a procura de atletas iniciantes e experientes. A nova localização traz a energia clássica do Ironman Brasil para a meia distância, concentrando hospedagem, restaurantes, a Ironman Village e as áreas de transição em um ambiente integrado e acessível.
Para quem vai competir, a logística exige atenção especial desde a véspera. No sábado, a visita à feira e a retirada de kit devem ser feitas sem desgaste excessivo nas pernas. O bike check-in no 70.3 contempla apenas a entrega da bicicleta numerada, mas funciona como um momento crucial de visualização e reconhecimento de terreno.
Estratégias na transição para não perder tempo
Durante o check-in de sábado, vale a pena memorizar e mapear os fluxos de entrada e saída da transição. A treinadora Thelma D'Amelio recomenda gravar em vídeo o trajeto exato da saída da água até o cavalete da bicicleta, registrando pontos de referência fixos. Na adrenalina do domingo de manhã, o cansaço pós-natação pode desorientar o atleta e custar minutos preciosos.
Outra dica prática para agilizar a T1 é prender um elemento visual chamativo no suporte da bike, como uma fita ou elástico de cabelo colorido. Isso facilita a localização imediata no corredor de bicicletas.
No domingo de manhã, o atleta deve chegar cedo à transição para posicionar tênis, capacete, sapatilha e conferir a calibragem dos pneus. É fundamental reservar tempo para a caminhada de cerca de 800 metros até o ponto de largada na praia, evitando correria caso ocorra algum imprevisto, como esquecer a hidratação.
Roupa de borracha e adaptação à temperatura do mar
A colocação do wetsuit (roupa de borracha) exige planejamento. Vestir a peça cedo demais prende o fluxo sanguíneo, fadiga a musculatura das pernas pela compressão contínua e provoca desidratação desnecessária antes da largada. O ideal é vestir a roupa apenas até a cintura durante o deslocamento até a praia e fechá-la completamente pouco antes de entrar na água.
Com a temperatura do mar prevista em torno de 21°C, o choque térmico inicial pode causar sensação de constrição respiratória. Para amenizar esse impacto, Thelma sugere jogar água do mar dentro da roupa antes da largada ou realizar um aquecimento prévio na água. Se o acesso ao mar antes da prova estiver restrito, exercícios articulares e polichinelos na areia ajudam a elevar a temperatura corporal e preparar as articulações.