Guia do Ironman 70.3 Florianópolis em Jurerê
Bruna Mahn e Thelma D’Amelio detalham a nova sede, percursos, nutrição e a disputa da elite feminina na ilha.
Confira uma análise completa das mudanças do Ironman 70.3 Florianópolis, agora sediado em Jurerê. O guia reúne dicas práticas de natação, ciclismo e corrida, orientações nutricionais e o panorama da prova feminina.
A mudança de sede do Ironman 70.3 Florianópolis dos Ingleses para Jurerê marca uma nova fase para os triatletas na Ilha da Magia. No Stemma Performance, a apresentadora Bruna Mahn recebe Thelma D’Amelio, treinadora e nutricionista esportiva, para dissecar cada detalhe técnico da prova, desde a logística da Ironman Village até as estratégias de ritmo e alimentação.
Nova sede em Jurerê, Ironman Village e dicas para a natação
A migração da estrutura para Jurerê Internacional aproxima o 70.3 da atmosfera tradicional do Ironman Brasil, concentrando hospedagem, Ironman Village e transição na mesma região. As recomendações para a primeira etapa incluem fazer o reconhecimento prévio da T1 com marcações visuais, caminhar com antecedência os cerca de 800 metros até a largada na praia e vestir a roupa de borracha apenas até a cintura no deslocamento, molhando o corpo antes de entrar na água a 21 °C para amenizar o choque térmico.
Análise do percurso de ciclismo e vento
O pedal de 90 km é realizado em volta única com cerca de 574 metros de altimetria acumulada, passando pela rodovia SC-401 e pela avenida Beira-Mar após a passagem pelo túnel. O trajeto apresenta subidas curtas e rolantes, além de alças de acesso que exigem cautela fora dos clips, com previsão de vento moderado entre 10 e 15 km/h que costuma pegar na diagonal no retorno em direção a Jurerê.
Estratégia de nutrição, hidratação e segurança no pedal
A etapa de ciclismo é o momento determinante para sustentar o aporte energético sem comprometer a corrida. A orientação foca na ingestão programada de carboidratos já testados em treinos, hidratação regular a cada 20 ou 30 minutos (cerca de 250 ml) e preparo de um plano reserva com géis extras presos à bicicleta caso ocorra a perda de garrafas nos trechos irregulares do asfalto.
Transição T2 e o percurso da corrida invertido
A meia maratona em Jurerê adota um sentido anti-horário em duas voltas de pouco mais de 10 km cada, eliminando o piso irregular de bloquetes da antiga sede nos Ingleses. O traçado se torna mais fluido e rápido, com passagens em descida pelo trecho mais arborizado e retorno estratégico antes da linha de chegada, contando com grande concentração de torcida na Avenida dos Búzios.
Orientações nutricionais para a véspera da prova
Para o carregamento de glicogênio, recomenda-se iniciar o protocolo de carboidratos dois dias antes da largada, calculando de 8 a 10 gramas por quilo de peso corporal distribuídos ao longo do dia. A véspera pede alimentos de fácil digestão e baixo teor de fibras, evitando saladas cruas, leguminosas fermentáveis e refeições pesadas fora da rotina, além de hidratação fracionada com água, água de coco e isotônicos.
Start list e análise da disputa profissional feminina
Nesta edição, a prova conta exclusivamente com a categoria profissional feminina, oferecendo premiação até a oitava colocação. Entre os principais nomes do pelotão de elite estão triatletas com forte bagagem em distâncias curtas e olímpicas, como Jennifer Arnold e Vittoria Lopes, além de competidoras consistentes no circuito nacional e internacional como Bruna Stolf e Mariana Borges.
A importância das provas curtas e a percepção de esforço
O desenvolvimento prévio em distâncias curtas como o Short e o Standard desenvolve potência aeróbica, tolerância a limiares elevados e velocidade que beneficiam diretamente a performance no endurance. Além do trabalho fisiológico, a prática nessas provas fortalece a percepção subjetiva de esforço e a leitura corporal pelo feeling, elementos decisivos caso ocorram falhas em medidores de potência e GPS.