Do direito à ourivesaria: o início da trajetória de Lu Cachem
Antes do triathlon e da marca de joias esportivas, designer conciliou a faculdade de Direito com curso de ourivesaria.
Lu Cachem relembra o início de sua relação com o esporte e a paixão precoce pela criação de joias. Em conversa no Se Liga Nelas, a designer conta como conciliou a faculdade de Direito com a ourivesaria antes de migrar definitivamente de carreira.
A paixão antiga pelas joias e a formação jurídica
Se alguém dissesse a Lu Cachem por volta dos 30 anos que ela completaria diversas provas de Ironman e comandaria uma marca de joias esportivas, a resposta seria de total incredulidade. Embora o esporte sempre fizesse parte da sua rotina desde a juventude no Rio de Janeiro — praticando natação, surfe e handebol —, o triathlon e as corridas de longa distância estavam longe de seus planos iniciais, especialmente porque ela não gostava de correr.
A relação com o universo das joias, por outro lado, nasceu bem cedo. Aos 20 anos, enquanto cursava a faculdade de Direito, Lu decidiu fazer um curso de ourivesaria por puro hobby e fascínio pelo setor. A criação manual e o contato com os metais e pedras despertaram uma vocação latente, que quase mudou seus rumos profissionais logo na época da formatura.
A escolha pela advocacia e o sonho guardado
Na reta final do curso universitário, Lu chegou a participar de um processo seletivo na tradicional joalheria Amsterdam Sauer para atuar no museu de pedras naturais da marca. No entanto, o peso do caminho já construído no meio jurídico falou mais alto no momento da decisão.
Com a rotina de estágios consolidada e a pressão pela estabilidade profissional, Lu optou por seguir a carreira como advogada. O interesse pelas peças e pelo trabalho artesanal da ourivesaria ficou guardado, servindo de base anos mais tarde para sua consolidação no design de joias voltadas ao endurance.