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Como Lu Cachem uniu a paixão pelo Ironman ao design de joias

Advogada e triatleta amadora transformou sua vivência em provas de endurance em uma marca de joias licenciada pelo Ironman.

Lu Cachem construiu uma trajetória única unindo a advocacia, a maternidade e as provas de longa distância. No podcast Se Liga Nelas, ela detalha sua transição profissional e como transformou conquistas esportivas em joias eternas.

A trajetória de Lu Cachem combina dedicação atlética, superação pessoal e sensibilidade artística. Advogada de formação, ela encontrou nas provas de resistência uma paixão tardia que redefiniu suas prioridades de vida. Ao integrar o esporte à sua antiga vocação pelo trabalho artesanal, Lu construiu uma marca de joias em ouro que celebra as conquistas de atletas no triatlo, na corrida e em diversas modalidades.

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A transição do direito para o esporte e o interesse precoce pela ourivesaria

Embora sempre tenha mantido uma rotina ativa com natação, surfe e handebol durante a juventude no Rio de Janeiro, o triatlo não fazia parte dos planos iniciais de Lu Cachem. Paralelamente à faculdade de Direito na UERJ, aos 20 anos ela fez um curso de ourivesaria por puro fascínio pelas pedras e metais nobres. Na época, chegou a fazer entrevista na joalheria Amsterdam Sauer, mas a estabilidade dos estágios jurídicos a manteve na advocacia, deixando a joalheria como um projeto adormecido.

Como Lu Cachem uniu a paixão pelo Ironman ao design de joias

O recomeço esportivo na corrida e as primeiras maratonas

Após o nascimento do segundo filho e a mudança para Alphaville, em São Paulo, Lu buscou a corrida de rua para auxiliar no processo de perda de peso. O início foi gradual, alternando caminhada e trotes curtos em uma assessoria local. O contato com o clima competitivo e as linhas de chegada despertou o gosto por distâncias maiores, levando-a a disputar diversas provas de revezamento e nove maratonas completas antes de migrar definitivamente para o triatlo.

A estreia e o fascínio pelas provas de Ironman

O primeiro contato direto com o Ironman ocorreu em Florianópolis, quando foi acompanhar o marido e vivenciou a atmosfera de Jurerê Internacional. Motivada pelo ambiente e pela base sólida que já tinha na corrida, decidiu encarar o desafio da distância máxima. Apesar de uma preparação atípica na época — com treinos de ciclismo que não passavam de 120 km —, completou a prova em 2014 e estabeleceu uma relação duradoura com a distância e com seu treinador Marcelo Ortiz.

Lesões, fraturas e a resiliência no esporte

A rotina em provas de longa distância também exigiu lidar com graves adversidades físicas. Em preparação para o Mundial de Ironman em Nice, Lu sofreu uma queda de bicicleta em Campos do Jordão que causou fratura na bacia, exigindo meses de recuperação com muletas até alinhar no mundial. Mais recentemente, nova queda em treino provocou uma fratura na vértebra L2, reforçando a necessidade de adaptação e resiliência diante de imprevistos na rotina esportiva.

Maternidade e a pausa na carreira jurídica

A decisão de afastar-se do Direito ocorreu após o nascimento extremamente prematuro do segundo filho, que nasceu com 1 kg aos seis meses de gestação e demandou meses de internação hospitalar. Diante dos cuidados médicos e do acompanhamento de uma deficiência auditiva decorrente do tratamento neonatal, Lu optou por deixar o escritório e dedicar-se integralmente aos filhos. O esporte funcionou, naquele período, como um espaço de equilíbrio pessoal e autocuidado.

Criação da marca de joias e o licenciamento com o Ironman

O retorno ao trabalho deu-se 15 anos depois, ao desenhar peças com temática esportiva que fossem discretas e resistentes para o uso durante os treinos. A oportunidade de expor com uma estrutura improvisada na primeira edição do Ironman 70.3 São Paulo chamou a atenção dos organizadores, evoluindo para a licença oficial da marca Ironman. Hoje, a empresa desenvolve coleções em ouro para mais de 15 modalidades, incluindo colaborações para as provas Majors e a Maratona do Rio.

O significado emocional das joias no esporte

Para Lu Cachem, o uso do ouro nas peças esportivas reflete o caráter duradouro do esforço exigido pelo endurance. Mais do que adornos, as peças funcionam como amuletos, marcos de disciplina e lembretes visíveis de metas alcançadas. O contato direto com os atletas durante as provas permite acompanhar histórias de superação que vão de tratamentos médicos a estreias em grandes distâncias, consolidando um vínculo afetivo que transcende a compra comercial.

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