Da corrida da firma aos 2h29: a evolução de Ed Silva
Atleta relembra sua trajetória nos 42 km, as travas no sub-3h e os ajustes de força que o levaram à marca de 2h29.
Conheça a trajetória de Ed Silva na maratona, desde os primeiros passos em provas corporativas até a quebra da barreira de 2h30 em Valência. Saiba como a consistência e a inclusão do fortalecimento transformaram seus resultados nos 42 km.
O ponto de partida de Ed Silva na corrida de rua seguiu um roteiro comum a muitos atletas amadores: a adesão a um projeto corporativo de corrida no ambiente de trabalho. Em 2008, incentivado pelo movimento dos colegas de empresa, ele participou de uma prova de revezamento no autódromo e logo tomou gosto pelo esporte, trocando gradualmente outras práticas esportivas pelo asfalto. Já nos primeiros testes informais de 5 km, despontava com tempos na casa dos 20 minutos e 50 segundos, mesmo sem monitoramento rigoroso por GPS ou planilhas estruturadas.
A barreira do sub-3h e o ajuste no fortalecimento
A busca por metas mais ambiciosas começou a se desenhar em 2016, quando Ed ingressou na assessoria esportiva MPR. Diante das conversas do grupo sobre a cobiçada marca sub-3h na maratona, ele decidiu estruturar sua preparação. Apesar de já apresentar marcas sólidas na meia maratona — correndo abaixo de 1h25 e posteriormente na faixa de 1h20 a 1h22 —, a quebra da barreira nos 42 km exigiu paciência.
Em 2017, na Maratona de Florianópolis, Ed bateu na trave ao fechar a prova em 3h01. No ano seguinte, em Chicago 2018, o desgaste muscular voltou a cobrar o preço a partir do quilômetro 36, impedindo novamente a meta. A constatação levou a uma mudança metodológica determinante: a inclusão definitiva de treinos de musculação e pilates na rotina semanal para sustentar o ritmo na parte final das provas.
A sequência de recordes até a marca de 2h29
A colheita dos ajustes veio em novembro de 2021, na Maratona de Barcelona, quando Ed finalmente cravou seu primeiro sub-3h com o tempo de 2h57. A partir desse marco, a evolução ganhou tração contínua. Em 2022, na Maratona de Porto Alegre, ele reduziu expressivos dez minutos da sua marca, cruzando a linha de chegada em 2h47 e optando por deixar de vez o futebol recreativo para focar na longevidade esportiva.
A progressão continuou em ritmo acelerado nas grandes maratonas internacionais: fez 2h41 em Londres 2023, correu para 2h37 em Boston e 2h35 em Nova York ao longo de 2024. Em 2025, após cravar 2h33 na Maratona de Hamburgo, Ed alcançou a marca de 2h29 na Maratona de Valência, consolidando uma trajetória construída com disciplina, transição cuidadosa de cargas e atenção aos detalhes da preparação física.