Curated
Voltar S @stemma 3 min de leitura
sports

Como Aline Alexa migrou da dança para o triatlo e o Ironman

Da infância nos palcos às voltas despretensiosas no Ibirapuera, atleta detalha a evolução até a estreia no Ironman 70.3.

Aline Alexa relembra sua transição da dança para a corrida de rua, a descoberta do ciclismo e a adaptação técnica na natação até completar sua primeira prova de Ironman 70.3.

A trajetória esportiva de Aline Alexa começou longe do asfalto e da água aberta. Antes de alinhar em largadas de endurance, a dança foi sua principal atividade durante a infância no México. Ao se mudar para o Brasil aos 14 anos, Aline decidiu encerrar o ciclo nos palcos, mas levou dessa fase uma consciência corporal apurada e uma disciplina rígida — fatores que ela aponta como fundamentais para manter um histórico livre de lesões musculares e cãibras.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Os primeiros passos na corrida e o CrossFit

Instalada em São Paulo e morando perto do Parque Ibirapuera, a caminhada virou a principal forma de explorar a cidade ao lado da mãe. Aos poucos, ver os corredores no parque despertou a curiosidade. O início foi totalmente despretensioso: voltas no parque sem relógio, medições na esteira de prédio e a celebração dos primeiros 3 km contínuos, sem nenhuma preocupação com ritmo ou quilometragem exata.

Buscando mais intensidade, Aline praticou CrossFit por cerca de três anos. A modalidade serviu para desenvolver espírito competitivo, tolerância ao esforço contra o relógio e reforço técnico. Paralelamente, o gosto pelas aulas de spinning e pelos treinos de corrida dentro dos blocos de exercícios consolidou a vontade de ir além nas provas de resistência.

Como Aline Alexa migrou da dança para o triatlo e o Ironman

A primeira meia maratona e o empurrão para a bike

O primeiro grande marco no asfalto veio com uma meta pessoal: completar 21 km no dia do aniversário, em maio. Com o suporte de um treinador que acompanhava a mecânica de corrida e passava planilhas individuais, Aline correu sua primeira meia maratona na ciclovia do Rio Pinheiros (Parque Bruno Covas). A sensação ao cruzar a marca dos 21 km abriu caminho definitivo para novos desafios esportivos.

O passo seguinte foi a transição para a bicicleta. Apaixonada por viagens e pelas aulas de spinning, Aline procurou a assessoria esportiva BR no Parque Ibirapuera para aprender a pedalar na estrada. Por conta da sua estatura baixa e da busca por uma opção acessível, a oportunidade que surgiu foi uma bicicleta de contra-relógio (TT) de carbono, vendida por uma atleta que estava se mudando para o exterior. Com a bike de triatlo em mãos, faltava apenas estruturar a natação.

Da piscina de 13 metros ao primeiro Ironman 70.3

Embora soubesse nadar de forma básica no mar e tivesse frequentado brevemente uma piscina curta de 13 metros anos antes, Aline precisou aprender a técnica formal de natação do zero. Os treinos na piscina da Companhia Atlética (unidade Kansas), sob o comando do técnico Silvio, trouxeram a correção postural e a consistência necessárias para os treinos de endurance.

A evolução seguiu etapas progressivas: treinos educativos para dominar a bike TT, transição do tênis para a sapatilha de ciclismo, simulados, provas de distância Sprint e diversas etapas na distância Olímpica ao longo de dois anos. A estreia em provas longas aconteceu oficialmente em 2023, no Ironman 70.3 Florianópolis (etapa de Ingleses), consolidando uma jornada construída com paciência e consistência.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @stemma