Como a IA gera ROI prático em vendas e backoffice
Felix Grivot explica o uso de agentes sintéticos no suporte interno, a preparação comercial e o letramento de equipes.
Felix Grivot aborda no Marketing - The Podcast o impacto direto da inteligência artificial nas operações corporativas. A estratégia envolve agentes sintéticos para desafogar o departamento pessoal e ganho de agilidade na preparação de vendas. Grivot destaca que o retorno real depende do letramento dos times e da revisão de processos.
A aplicação de inteligência artificial nas empresas frequentemente oscila entre o entusiasmo com novidades e a exigência de retorno financeiro mensurável. Felix Grivot, Head de Marketing B2B da FCamara, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre as frentes em que a tecnologia entrega produtividade real na rotina corporativa, afastando-se de promessas genéricas para focar em rotinas de suporte e apoio comercial. O episódio completo aborda outros temas de marketing e dados no mercado corporativo.
No vídeo acima, Grivot detalha como essas ferramentas operam na prática dentro da organização. Segundo ele, o principal ganho imediato está na capacitação dos times que interagem diretamente com o cliente: "Hoje, sem sombra de dúvida, o que eu vejo com mais retorno é esse apoio ao vendedor".
Eficiência operacional em vendas e suporte interno
Dentro da estrutura da empresa, a automação com agentes sintéticos foi direcionada para tarefas repetitivas de atendimento e apoio ao colaborador. Grivot aponta que a organização, que conta com mais de 1.500 colaboradores, implementou modelos treinados para responder a dúvidas recorrentes de departamento pessoal, como consultas sobre períodos de férias, liberando a equipe de backoffice para demandas complexas.
O impacto também atingiu o ciclo comercial. "No time de vendas, também, as reuniões estão mais eficientes, o vendedor entra mais para preparado, que ele demorava muitas vezes uma hora para poder se preparar para uma reunião, ele consegue se preparar ali em 10, 15 minutos", explica Grivot. Na área de marketing, o uso visa preservar a consistência da comunicação institucional e o alinhamento de canais digitais.
Gestão de times híbridos e agentes sintéticos
A convivência entre pessoas e inteligências autônomas desponta como uma nova demanda de gestão de pessoas. Para Grivot, a evolução dessas ferramentas exigirá adaptações profundas na liderança: "o RH vai ter um problema, que é justamente conseguir gerenciar um time que vai ter colaboradores humanos e sintéticos".
Citando o direcionamento do CEO da companhia, Fábio Câmara — que adota a premissa de que "casa de ferreiro, o espeto tem que ser de ferro" —, Grivot destaca a necessidade de testar internamente as soluções que a empresa comercializa.
Letramento corporativo e reestruturação de processos
Para que o investimento em IA traga retorno consistente, a empresa conduziu programas de letramento para todos os colaboradores. O objetivo foi ensinar o uso adequado das ferramentas e evitar desperdício de tempo na criação de comandos pouco eficientes.
Bruno observa que a tecnologia funciona como um estabilizador de suporte, otimizando o tempo de execução sem substituir as atribuições humanas. Grivot complementa que os maiores ganhos dependem de reformular fluxos de trabalho já estabelecidos: "A mudança estrutural é a partir do repensar o processo. Aí, de fato, eh o o ROI, ele vai vir com mais potência". Para Grivot, afastar a expectativa de soluções mágicas e redesenhar etapas operacionais é o caminho para consolidar resultados reais.