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Planejamento e resolução rápida no trail running

Poliana Moraes detalha a evolução logística das provas e como a agilidade de equipe salva a operação.

Em entrevista ao Stemma Na Trilha, Poliana Moraes debate o amadurecimento operacional do trail running brasileiro e a importância de ter coordenadores resolutivos para lidar com imprevistos críticos.

Com cerca de duas décadas de experiência nos bastidores do esporte outdoor, a produtora Poliana Moraes acompanhou de perto a evolução na organização das provas de corrida de montanha no Brasil. Em conversa com Sidney Togumi no Stemma Na Trilha, ela avalia que a complexidade logística atual não permite mais improvisos amadores e exige um planejamento minucioso que começa logo após o encerramento da edição anterior.

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A maturidade do planejamento e o respeito ao básico

Segundo Poliana, a era de organizar eventos complexos sem planejamento de longo prazo ficou para trás. Em grandes provas como a La Misión, o trabalho de pós-evento envolve reuniões exaustivas de várias horas com coordenadores de cada setor antes de definir cronogramas, aberturas de inscrições e alterações estruturais. Cada anúncio feito sem o devido alinhamento com a produção afeta diretamente a cadeia operacional.

Para a produtora, o sucesso da experiência do atleta não depende de ostentação estética, mas sim da eficiência naquilo que é essencial. Uma estrutura funcional com itens simples — como uma mesa básica e um ponto de apoio organizado — entrega um evento impecável se o sistema operar corretamente, a equipe estiver amparada e o serviço fluir sem falhas. O problema real surge quando promessas estruturais grandiosas não são cumpridas por falta de gestão e pontualidade logística.

Planejamento e resolução rápida no trail running

Resolução rápida e autonomia nos bastidores

Mesmo com planejamento rígido, provas de montanha estão sujeitas a incidentes graves de terreno e transporte. Poliana destaca que o perfil mais valioso em uma equipe de produção é o profissional resolutivo, capaz de tomar decisões ágeis sob pressão para proteger a integridade da prova e o atendimento aos atletas.

Entre os casos marcantes, Poliana relembra o episódio em que um caminhão com insumos de um posto de controle (PC) caiu em um rio pouco antes da largada. Em menos de meia hora, a responsável pela logística acionou o resgate, transferiu a carga manualmente para uma caminhonete, cruzou o rio e montou o abastecimento improvisado a tempo de receber os primeiros corredores com água e mantimentos.

Em outra ocasião na La Misión, um erro logístico deixou seis drop bags fora do posto designado. O coordenador do setor agiu de forma independente: acionou um motociclista em uma cidade vizinha para transportar o material e garantiu a entrega dez minutos antes da passagem dos atletas. Para a produtora, a capacidade de agir com rapidez e foco na solução define a excelência nos bastidores do trail running.

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