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Liderança na produção de eventos: a visão de Poliana Moraes

Produtora destaca que integrar equipes, manter a calma em crises e saber delegar são os maiores desafios nos bastidores.

Em conversa no Stemma na Trilha, a produtora Poliana Moraes detalha a complexidade de coordenar equipes e gerenciar crises em grandes eventos esportivos. Ela explica por que a maturidade profissional transforma o operador prático em um líder focado em orquestração e gestão de pessoas.

No universo dos esportes outdoor e das corridas de montanha, a montagem da estrutura física é apenas uma fração do trabalho necessário para colocar uma prova de pé. Durante participação no programa Stemma Na Trilha, com Sidney Togumi, a produtora de eventos Poliana Moraes destacou que o maior desafio de sua rotina profissional não está nas tarefas operacionais, mas na capacidade de integrar áreas, alinhar pessoas e gerenciar expectativas humanas sob pressão.

Com anos de experiência em provas de grande porte, Poliana pontua que a execução técnica não assusta quem já enfrentou múltiplos imprevistos. O ponto crítico reside na habilidade de manter a equipe coesa e sincronizada, especialmente quando equipes com diferentes níveis de vivência precisam responder a momentos de estresse agudo.

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Calma técnica e leitura de fluxo nos momentos de crise

A maturidade nos bastidores se manifesta com clareza em situações extremas, como tempestades severas que chegam a inviabilizar a realização de uma etapa. Enquanto equipes com menos bagagem tendem a entrar em pânico diante de tendas danificadas ou alagamentos, o profissional experiente age com pragmatismo para estancar riscos, cancelar o que for necessário e orientar a desmontagem e a segurança de todos de forma ordenada.

Essa diferença de percepção também surge na operação cotidiana de arena. Poliana relembra ocasiões em que coordenadores se alarmaram com o volume de atletas em determinados setores, enquanto uma observação atenta do fluxo revelava que o atendimento continuava fluindo sem gargalos reais. Identificar prioridades e transitar entre áreas como credenciamento e dispersão exige confiança mútua: o líder precisa saber em que momento delegar e quando intervir pontualmente.

Liderança na produção de eventos: a visão de Poliana Moraes

Da execução operacional à liderança estratégica

A evolução na carreira de produção de eventos envolve uma transição clara entre o trabalho puramente braçal e a capacidade de orquestrar especialistas. Poliana relata que, no início, centralizava a execução das tarefas, mas aprendeu a montar times de confiança capazes de responder por cada setor do evento com autonomia.

Para ilustrar essa mudança de postura, ela relembra uma reflexão marcante compartilhada pelo organizador Gustavo Nogueira (responsável por provas como o circuito Indomit e o Rei da Montanha): quando o planejamento, o alinhamento e a condução da equipe funcionam com precisão cirúrgica, o papel do líder se consolida na supervisão atenta dos bastidores, sem a necessidade constante de intervir diretamente no trabalho manual da operação.

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