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O futuro do trail running e a profissionalização dos atletas

Em debate no Stemma Na Trilha, Depa e Sidney Togumi analisam o amadurecimento do esporte e as exigências para além do pódio.

O trail running caminha para uma fase de maturidade e consolidação no cenário global. Em conversa no Stemma Na Trilha, o comunicador Depa e o treinador Sidney Togumi discutem o que define um atleta verdadeiramente profissional e os desafios para elevar o nível da modalidade.

A maturidade do esporte e a convivência entre diferentes provas

O crescimento do trail running ao longo da última década aponta para um cenário de consolidação e maturidade nos próximos anos. Para o comunicador e locutor espanhol Depa, o esporte caminha para uma fase de estabilidade produtiva — uma espécie de platô positivo —, onde a base estrutural estará consolidada e permitirá a sustentabilidade de quem vive da modalidade.

Nesse horizonte, haverá espaço tanto para os megaeventos com milhares de participantes, como a UTMB Chamonix, quanto para provas locais e menores, de trezentas a quinhentas pessoas. O desenvolvimento do ecossistema depende do atendimento às necessidades fundamentais da comunidade para, em seguida, agregar elementos que ampliem a visibilidade e o alcance do esporte.

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Profissionalismo além do resultado esportivo

Quando o assunto é a profissionalização dos atletas, especialmente em mercados emergentes como o Brasil, a performance nas trilhas é apenas uma parte da equação. Para atrair e manter patrocinadores, o corredor precisa agir de forma profissional em todas as frentes antes mesmo de exigir grandes investimentos.

Como exemplo desse modelo completo, Depa cita a corredora espanhola Sara Alonso, campeã de Zegama e terceira colocada na OCC. Além do alto rendimento competitivo, a atleta se destaca pelo relacionamento com a imprensa, atenção aos patrocinadores, engajamento com os fãs e capacidade de inspirar o público. O retorno que uma marca busca vai além dos troféus: exige construção de imagem, postura acessível e compromisso com o crescimento coletivo da modalidade.

O futuro do trail running e a profissionalização dos atletas

O papel da cobrança técnica no cenário brasileiro

Na visão do treinador Sidney Togumi, a profissionalização também passa pela postura dos técnicos no Brasil. Para elevar o nível competitivo, é necessário estabelecer um padrão mais rigoroso de exigência com os atletas, superando o receio de perder talentos em um mercado que ainda conta com um número reduzido de corredores de elite.

A evolução do esporte depende de uma via de mão dupla: os atletas precisam oferecer valor consistente às marcas e à comunidade, enquanto a estrutura técnica e organizacional deve manter padrões elevados de cobrança e profissionalismo.

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