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A evolução dos recordes no trail e o avanço feminino

No Stemma Na Trilha, Depa e Sidney Togumi analisam a queda dos tempos em ultramaratonas e o protagonismo das mulheres.

A quebra constante de marcas nas grandes ultramaratonas de montanha e o avanço das mulheres nas colocações gerais mostram a rápida evolução do trail running. No Stemma Na Trilha, o comunicador Depa avalia esse cenário ao lado de Sidney Togumi.

A evolução dos tempos nas principais provas de montanha do planeta tem transformado o cenário do trail running de forma acelerada. Em conversa com Sidney Togumi no Stemma Na Trilha, o jornalista e comunicador espanhol José Antonio de Pablo, o Depa, analisou a rápida quebra de marcas nas ultramaratonas de 100 milhas e traçou um paralelo direto com a história da maratona no asfalto.

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A queda das marcas e o potencial nas 100 milhas

Lembrando que há uma década parecia improvável ver um atleta correr uma maratona abaixo de duas horas, Depa destacou que o trail running é uma modalidade muito mais jovem que o atletismo de rua e já atinge patamares impensáveis. Provas icônicas como o UTMB, onde há poucos anos romper a barreira das 20 horas era um projeto isolado — como o liderado por Pau Capell —, hoje já registram múltiplos corredores abaixo dessa marca e vitórias na casa das 18 horas.

Para Depa, esse patamar tende a mudar ainda mais com a chegada e consolidação de atletas africanos no circuito de montanha, movimento que já começa a ser visto em circuitos como a Golden Trail Series. No asfalto, o domínio europeu dos anos 1990 e início dos anos 2000 deu lugar à hegemonia africana, que reduziu substancialmente o recorde mundial da maratona — um processo que também pode transformar as distâncias ultra no trail.

A evolução dos recordes no trail e o avanço feminino

O protagonismo e a performance do pelotão feminino

Outro ponto central do debate é a presença expressiva e a performance das mulheres no topo das classificações gerais de provas de longa distância. Nomes como Courtney Dauwalter frequentemente pressionam os primeiros colocados gerais em provas de 100 milhas, além de exemplos marcantes de vitórias ou pódios gerais em desafios extremos como a Cocodona e o Tor des Géants.

Depa ressaltou que esse impacto não se restringe às distâncias mais longas. Em provas técnicas e velozes, como a maratona de montanha Zegama-Aizkorri, desempenhos expressivos femininos na faixa de 4h08 mostram que o nível técnico das atletas se aproxima cada vez mais das primeiras colocações gerais. Para o comunicador, essa representatividade e igualdade técnica fortalecem a modalidade e funcionam como inspiração para atrair novas praticantes para as trilhas.

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