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João Bizerra relembra início como técnico antes do Círculo Militar

Trajetória reúne passagem de seis anos pelo Corinthians, transição pelo Parque da Mooca e escolha pelo esporte aquático.

Antes de construir quase quatro décadas de história no Círculo Militar de São Paulo, o treinador João Luiz Bizerra deu os primeiros passos em academias e passou seis anos no Corinthians. Em relato ao Natação Stemma, ele detalha o começo da carreira e os caminhos até a chegada ao clube em 1988.

A trajetória de João Luiz Bizerra é amplamente associada aos 39 anos de atuação como head coach do Círculo Militar de São Paulo, mas os primeiros passos à beira da piscina começaram bem antes. No podcast Natação Stemma, conduzido por Samir Barel e Wanderley Santos, o treinador relembrou os seis anos de trabalho no Corinthians e a série de acontecimentos que antecedeu sua chegada ao tradicional clube paulistano em 1988.

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A transição da academia para o Corinthians

O início profissional aconteceu enquanto Bizerra ainda concluía a faculdade de Educação Física e dava aulas em academia na época das competições do Troféu Jovem Pan/Kibon. Treinando um grupo de garotos, o trabalho chamou a atenção de um diretor de natação do Sport Club Corinthians Paulista por intermédio do pai de um dos alunos, executivo da Ford. O convite para um teste com doze jovens no Parque São Jorge rapidamente virou uma contratação direta: a diretoria corintiana quis incorporar não apenas a garotada, mas o próprio técnico para comandar a categoria mirim.

A rotina em 1981 começou com jornada dupla: Bizerra abria a academia pela manhã para atender turmas de adultos e passava as tardes no Corinthians. Poucos meses depois, a convite do treinador Rogério Ventura, assumiu a categoria infantil. O ciclo no clube do Parque São Jorge durou até o fim de 1987, quando a equipe conquistou o vice-campeonato paulista da categoria.

João Bizerra relembra início como técnico antes do Círculo Militar

Troca de diretoria e a ponte pelo Parque da Mooca

O desfecho no Corinthians veio de forma repentina após a eleição presidencial do clube, vencida por Vicente Matheus, que resultou no desligamento imediato de toda a comissão técnica. Para não deixar os atletas desamparados, Bizerra e as famílias organizaram a filiação provisória do grupo no Clube Atlético Parque da Mooca, utilizando uma piscina de 25 metros para manter a rotina de treinos e competições.

Nesse mesmo período, o técnico Luiz Prado decidiu deixar o Círculo Militar devido ao desgaste do deslocamento diário de Santo André até a capital. Com a indicação direta de Prado, as conversas avançaram até a contratação definitiva. No dia 8 de março de 1988, João Bizerra assumiu oficialmente a equipe do Círculo Militar, iniciando uma das eras mais longevas da natação nacional.

A escolha pela natação e as referências de formação

O rumo profissional, contudo, contrariou os planos iniciais de seu pai, que atuava na diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras e desejava vê-lo trabalhar com futebol no interior do estado para depois ingressar na base alviverde. Seguro de sua vocação pelas piscinas, Bizerra sustentou a escolha pela natação, inspirando-se na ética de trabalho do pai, bancário que complementava a renda atuando em feiras livres aos finais de semana.

Como atleta, Bizerra foi moldado por referências históricas da modalidade paulista. Deu as primeiras braçadas no Centro Educacional e Esportivo Arthur Friedenreich, na Vila Prudente, com o técnico José Paulo Scatena. Mais tarde, transferiu-se para o Clube Atlético Juventus sob a tutela de William Urizzi de Lima, acompanhando o treinador na ida para o Esporte Clube Pinheiros e, posteriormente, nadando pela equipe de São Caetano do Sul durante os anos de graduação universitária.

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