Curated
Voltar S @stemma 2 min de leitura
sports

Da noite ao Pantanal: bastidores do Mundial de Aventura

Peu Guimarães relembra a transição do entretenimento para o esporte e os desafios da prova histórica de 700 km.

Em entrevista ao XTREMMA Sports, Peu Guimarães detalha sua saída da produção na vida noturna para empreender no esporte outdoor. Ele relembra os bastidores e a logística extrema do Mundial de Corrida de Aventura de 2015 no Pantanal.

A trajetória de Peu Guimarães no empreendedorismo esportivo passou por uma virada radical entre 2012 e 2013. Vindo de anos de atuação no entretenimento e na produção de eventos da noite em São Paulo e no exterior, Peu sentiu a necessidade de mudar de rumo. O incômodo com o ritmo da vida noturna e o desejo de voltar a se conectar com a rotina de atleta o impulsionaram a vender suas participações em casas e promotoras para se dedicar integralmente ao mercado outdoor, ao lado da irmã e apresentadora do XTREMMA Sports, Shubi Guimarães.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

O esporte como entretenimento e experiência

Ao estruturar provas de corrida de aventura e corrida de rua, Peu trouxe a bagagem da produção de shows e eventos para o ambiente das competições. A visão aplicada foi direta: a parte técnica e de rendimento pertence aos treinadores e atletas, mas o promotor do evento precisa pensar na experiência e no entretenimento. Essa abordagem busca tirar o foco exclusivo do nicho de alto rendimento para abraçar o atleta amador e sua família, criando uma estrutura de arena capaz de atrair público, torcida e patrocinadores.

Da noite ao Pantanal: bastidores do Mundial de Aventura

O desafio logístico do Mundial de 2015 no Pantanal

Essa proposta de unir experiência, esporte e transmissão de conteúdo atingiu seu ponto mais alto no Mundial de Corrida de Aventura de 2015, sediado no Pantanal. O planejamento exigiu dois anos de reconhecimento em campo para desenhar um trajeto de 700 km. Desses, cerca de 500 km cortavam áreas isoladas, sem estradas ou infraestrutura de energia elétrica. Toda a operação de suporte, resgate e transporte de árbitros dependeu exclusivamente de barcos-hotel e voadeiras pelos rios da região.

Para furar a bolha de audiência e levar a prova ao grande público em uma época pré-redes sociais dominantes, a organização montou uma ilha de edição com envio via satélite embarcada em um barco-hotel. A equipe produzia boletins diários transmitidos na programação da Fox Sports. Paralelamente, criaram o Pantanal Experience, um pacote de turismo em barco-hotel que permitiu a familiares e espectadores acompanhar a prova de perto durante os sete dias de duração.

Travessia inédita na Serra do Amolar

Um dos trechos mais marcantes da competição foi a passagem pela Serra do Amolar, reserva natural com alta densidade de grandes felinos. O reconhecimento de percurso realizado por Peu e Shubi no início de 2015 registrou uma das primeiras travessias documentadas da área. A dureza e o isolamento do percurso marcaram as 32 equipes de 22 países presentes, rendendo relatos detalhados de atletas consagrados da modalidade, como o neozelandês Nathan Fa'avae, na imprensa esportiva internacional.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @stemma