Casamento, alta performance e fases com Pavani e Maíra
O casal discute a jornada no ciclismo amador, o impacto da alta performance na família e as novas rotinas.
Pavani e Maíra compartilham sua trajetória no ciclismo de alta performance, os desafios de conciliar família e treinos, e a transição para novas fases esportivas. Confira os principais pontos desse bate-papo no Na Roda do Stemma.
O episódio #45 do Na Roda do Stemma reuniu Pavani e Maíra (a Japa) para um papo profundo e bem-humorado sobre ciclismo amador, rotinas de alto rendimento, desafios da vida a dois e as transições que ocorrem quando as prioridades mudam. A seguir, veja o resumo dos seis blocos temáticos abordados na conversa.
O início da Maíra no ciclismo e a busca por alta performance
Maíra iniciou sua jornada sobre duas rodas após o nascimento da segunda filha como uma forma de buscar liberdade e bem-estar. O aprendizado técnico logo deu lugar ao ciclismo de estrada, mas não sem antes passar por sustos: em um de seus primeiros longos na rodovia, ela sofreu uma queda grave que resultou em fraturas na coluna lombar. Após a reabilitação, Maíra voltou a pedalar com mais estrutura, evoluiu rapidamente no esporte e passou a disputar competições extremas de montanha, alcançando o pódio e vivenciando o ritmo exaustivo do alto rendimento.
Como o esporte entrou na vida de Pavani
Pavani começou a pedalar com mais intensidade na volta da pandemia, em parte para acompanhar Maíra e evitar o distanciamento da rotina esportiva da esposa. Ele detalha a sensação do flow — a desconexão mental proporcionada pelo esforço prolongado, similar à sua vivência anterior no surfe —, superando as dores iniciais e encarando desafios extremos logo no primeiro ano de ciclismo, incluindo a dura experiência no Haute Route.
Maternidade, culpa materna e a decisão de desacelerar
A busca por números expressivos na bike exigiu abrir mão de convívio social e profissional, o que gerou forte peso na rotina familiar. O momento decisivo veio durante as férias em família, quando as filhas perguntaram se ela poderia "não ser tão saudável", evidenciando a ausência de energia materna pelo excesso de treinos. Consciente de que não havia meio-termo na alta performance, Maíra decidiu encerrar os treinos estruturados por planilha e ressignificar o uso da bicicleta de forma recreativa para priorizar as filhas e o trabalho.
Reajustando o casamento e novas rotinas esportivas
Com a mudança de hábitos, o casal precisou alinhar expectativas para conciliar a nova rotina esportiva: enquanto Maíra migrou para o tênis para acompanhar as filhas, Pavani permaneceu focado no ciclismo. O equilíbrio foi encontrado com diálogo, respeito aos horários da casa e reorganização da planilha de treinos, garantindo que o tempo dedicado ao esporte não comprometesse a convivência e os projetos familiares.
O projeto Votoruna e o crescimento dos esportes outdoor
Pavani e Maíra abordam a iniciativa do Votoruna Live Park, espaço criado para suprir a carência de infraestrutura para praticantes de esportes ao ar livre. O projeto busca atender à demanda crescente pós-pandemia de atletas de ciclismo, triatlo e trail running, oferecendo comodidades como banheiras de gelo, esteiras, alimentação e vestiários para fortalecer a comunidade esportiva.
Jogo rápido sobre personalidade, casamento e esporte
Para encerrar, o casal participou de um bate-bola descontraído abordando manias e personalidades. Entre risadas sobre quem é mais dramático, teimoso ou competitivo, Pavani e Maíra definiram o casamento como abdicação e companheirismo, e o esporte como uma busca constante por constância, aprendizado e felicidade.