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Viver do ciclismo e o auge da carreira feminina

Thayná Araújo avalia os desafios financeiros da modalidade e explica por que o pico de performance chega após os 30 anos.

A ciclista profissional Thayná Araújo discute a realidade financeira do esporte no Brasil e a transição da juventude para as responsabilidades adultas. Ela também analisa a maturidade fisiológica necessária no ciclismo de estrada, onde o auge competitivo costuma ocorrer entre os 33 e 35 anos.

Viver exclusivamente do esporte de alto rendimento no Brasil é um desafio constante, e no ciclismo de estrada a realidade exige planejamento que vai muito além das planilhas de treino. Em participação no podcast Se Liga Nelas, da Stemma Sports, a ciclista profissional Thayná Araújo compartilhou sua visão sobre a sustentabilidade financeira da carreira e a longevidade no pelotão feminino.

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A realidade financeira e as fases da vida

Segundo Thayná, a percepção sobre a viabilidade de depender apenas dos ganhos como atleta muda conforme as fases da vida avançam. No início da trajetória, por volta dos 20 anos, focar exclusivamente no ciclismo parecia suficiente. Contudo, o amadurecimento pessoal e novas responsabilidades, como casamento e manutenção de uma casa, evidenciam a necessidade de diversificar a atuação profissional.

Formada em Educação Física, a atleta ressalta que hoje não é viável depender apenas do ciclismo como única fonte de renda no cenário nacional, exigindo que atletas conciliem os treinos de alto rendimento com outras atividades no mercado esportivo.

Viver do ciclismo e o auge da carreira feminina

O auge da performance no ciclismo feminino

Ao contrário de modalidades como o futebol, em que o declínio físico costuma ser associado à faixa dos 30 anos, o ciclismo de endurance apresenta uma curva de desenvolvimento diferente. Aos 29 anos, Thayná avalia que ainda não atingiu o topo do seu desempenho esportivo.

A atleta aponta que o auge competitivo no ciclismo feminino costuma ocorrer entre os 33 e 35 anos no Brasil, impulsionado pela maturidade fisiológica e pela bagagem acumulada ao longo das temporadas. No cenário internacional, ciclistas na faixa dos 40 anos continuam conquistando medalhas olímpicas e mundiais, reflexo direto dos cuidados com a recuperação, nutrição e preparação física a longo prazo.

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