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Thayná Araújo detalha papel como guia e rotina nutricional

Ciclista disputa o Mundial de Paraciclismo nos EUA e explica como ajusta a dieta ao alto gasto calórico dos treinos.

Em preparação para o Mundial de Paraciclismo nos Estados Unidos, Thayná Araújo conta como funciona a pilotagem na tandem ao lado de Marcinha e os desafios de repor calorias com 18 horas de treino semanais.

Além das disputas tradicionais no ciclismo de estrada, Thayná Araújo encara a responsabilidade de atuar como atleta-guia no paraciclismo. A ciclista divide a rotina com Marcinha, atleta com deficiência visual, em preparação para o Campeonato Mundial da modalidade no Alabama, nos Estados Unidos, além de mirar os Jogos Abertos no fim do ano representando a cidade de Santos.

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A dinâmica da pilotagem na bicicleta tandem

Pilotar a bicicleta tandem — chamada carinhosamente por Thayná de "caminhão" por ser mais longa e pesada — exige atenção redobrada. Na posição de guia à frente, ela assume o papel de ser os olhos da parceira na estrada, o que demanda comunicação constante para coordenar cada movimento.

Comandos simples como avisar curvas para a direita ou esquerda, sinalizar a hora de pedalar em pé, acelerar ou segurar o ritmo são fundamentais para manter o entrosamento. Segundo Thayná, a confiança mútua e a proximidade entre piloto e atleta são determinantes diretos para o rendimento e a segurança nas competições.

Thayná Araújo detalha papel como guia e rotina nutricional

Foco no Mundial e treinos de alta intensidade

No Campeonato Mundial, a dupla encara duas provas: a prova de estrada, com 90 quilômetros e principal ponto forte das atletas, e o contrarrelógio individual de aproximadamente 29 quilômetros. A rotina conjunta inclui treinos três vezes por semana — às quartas, sextas e domingos —, conciliados com sessões individuais no rolo estático.

A carga semanal de Thayná chega a cerca de 18 horas de pedal. A intensidade inclui trabalhos exigentes, como séries de três repetições de 20 minutos em zona 4 (Z4) com 10 minutos de descanso, desenhados para sustentar o ritmo em momentos de alta demanda física.

Estratégia nutricional e refeições fracionadas

Com o volume elevado de treinamento, o principal desafio fora da bicicleta é conseguir ingerir calorias suficientes para suprir o gasto energético diário. Acompanhada pela nutricionista Mari, a atleta adota uma estratégia de alimentação fracionada em várias refeições ao longo do dia, já que tem dificuldade para consumir grandes porções de uma só vez no almoço ou no jantar.

Durante os treinos longos, o aporte de carboidratos vem de géis, bisnaguinhas, mel, jujubas e doces caseiros. No dia a dia, a rotina alimentar mantém opções práticas: pão com doce de leite, mel ou banana no pré-treino, seguido por café com pão, ovos e suplementação de whey protein no pós-treino, além de tapioca e refeições leves distribuídas para garantir a recuperação muscular.

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