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Por que Che Fanti escolheu a Maratona de Buenos Aires

Após Nova York e a pausa para o casamento, corredora avaliou custos, logística e tempo de treino para definir o novo ciclo.

Depois de cruzar a linha de chegada em Nova York e celebrar seu casamento, Che Fanti precisou planejar o calendário de provas. Em bate-papo no Girls Who Run, ela explica os critérios que a levaram a optar pela Maratona de Buenos Aires.

Depois de completar Berlim, Chicago e cruzar a linha de chegada na Maratona de Nova York com a marca de 3h30 — realizando seu maior sonho na corrida —, Marcella Fanti, a Che, se viu diante da clássica pergunta: qual seria o próximo desafio nos 42 km? Com o casamento programado para o primeiro semestre e a necessidade de equilibrar despesas e rotina, a definição do calendário exigiu um processo racional de eliminação.

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O descarte de Majors e opções nacionais

Apesar da meta de longo prazo de conquistar a mandala das World Marathon Majors, Che descartou etapas como Tóquio e Londres. Tóquio exigiria um planejamento de viagem extenso e incompatível com o momento, enquanto Londres envolveria um investimento financeiro muito alto. Sorteada para a Maratona de Sydney no mesmo dia em que desembarcou para correr em Nova York, ela preferiu solicitar o reembolso da inscrição por entender que a ida à Austrália também demandava uma dedicação orçamentária e de tempo inviável logo após a cerimônia de casamento.

No calendário brasileiro, a Maratona do Rio estava colada à data do casamento, o que impediria a realização de um ciclo preparatório consistente. Che vinha de semanas com volume muito baixo de corrida entre março e abril, período focado no casamento e na lua de mel. Outras alternativas nacionais foram consideradas, como a Maratona de Curitiba, cujo percurso com bastante altimetria tornava o desafio mais duro, e a Maratona de Florianópolis, que deixaria o ciclo duas a três semanas mais curto do que o ideal para reconstruir a base de treinos.

Por que Che Fanti escolheu a Maratona de Buenos Aires

Os atrativos da capital argentina

Nesse cenário, a Maratona de Buenos Aires despontou como a escolha que reunia viabilidade e motivação. O destino oferecia uma logística simples: voo de cerca de duas horas e meia a partir do Brasil, ausência de fuso horário e custos de viagem consideravelmente mais acessíveis do que os dos grandes eventos do Hemisfério Norte.

Além da facilidade no processo de inscrição — com vagas disponíveis até cerca de duas semanas antes da prova, sem o desgaste dos sorteios de Majors —, pesaram o fato de ser uma cidade que Che ainda não conhecia e a companhia de amigas da assessoria esportiva que também participariam. O percurso majoritariamente plano da prova argentina e o tempo adicional de preparação abriram espaço para um objetivo concreto: utilizar o ciclo para tentar buscar o índice classificatório para a Maratona de Boston.

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