O susto de André Lopes na natação da raia da USP
No Café com Tri, triatleta relata momento de pânico na água, largada no escuro e preferências em mar aberto.
André Lopes compartilhou os momentos de tensão vividos na etapa de natação na Raia Olímpica da USP. O triatleta profissional detalhou o início caótico no escuro, o princípio de pânico e explicou por que rende melhor no mar sem roupa de borracha.
Em participação no podcast Café com Tri, André Lopes relembrou os desafios e imprevistos enfrentados na natação do triatlo profissional, mostrando que até locais de águas abrigadas podem trazer momentos de grande tensão. O atleta comentou que, mesmo em percursos como a Raia Olímpica da USP, onde a ausência de ondas promete um trecho tranquilo, variáveis como a visibilidade e o contato físico inicial mudam completamente o cenário.
Pânico e confusão na Raia da USP
Ao falar sobre a prova disputada na raia paulistana, André descreveu aquela que acabou sendo sua pior natação no ano, apesar da expectativa inicial de um trecho fácil. A largada ocorreu ainda no escuro, o que dificultou a visibilidade e a orientação. Logo nos primeiros metros, o triatleta foi empurrado para baixo por outros competidores, engoliu água e começou a enfrentar uma crise de pânico — sensação que não tinha há cerca de oito anos —, chegando perto de abandonar a disputa ali mesmo.
A dinâmica do mar e o papel do wetsuit
Além de detalhar o episódio na capital paulista, André analisou as preferências técnicas que favorecem seu estilo de nado. Vindo do surfe, ele destacou facilidade para se localizar e navegar no mar aberto, contrastando com competidores que têm melhor rendimento restrito à piscina. Para ele, as melhores provas acontecem em água salgada e sem roupa de borracha (wetsuit). O atleta avaliou que o traje de neoprene acaba nivelando o pelotão ao melhorar a flutuação de quem tem deficiências técnicas, diminuindo a vantagem de nadadores que já sustentam uma boa posição natural na água.