A batalha a pé e a chuva no Ironman 70.3 São Paulo
André Lopes detalha o vice-campeonato na capital paulista, a perseguição na corrida e a cautela com o asfalto molhado.
Em conversa no Café com Tri, André Lopes destrincha os bastidores da disputa na corrida do Ironman 70.3 São Paulo. O triatleta relembra a estratégia no asfalto molhado e a caçada decisiva nos quilômetros finais.
A disputa do Ironman 70.3 São Paulo colocou à prova não apenas o preparo físico dos profissionais, mas também a precisão tática e o controle de riscos. Em participação no podcast Café com Tri, André Lopes relembrou os detalhes da prova em que conquistou o vice-campeonato, destacando como pequenos detalhes na transição e a gestão de esforço definiram as posições no pódio da capital paulista.
A perseguição na corrida e os detalhes da T2
Depois de um pedal desgastante para neutralizar a fuga de Reinaldo Colucci, um pelotão de cerca de seis atletas chegou junto à segunda transição (T2). Nesse momento, a agilidade fez diferença direta no resultado: Toad executou uma transição estratégica sem meias e abriu imediatamente 15 segundos de vantagem sobre os adversários.
Na primeira metade da meia maratona, o ritmo foi intenso. André alcançou Taccone na marca dos 5 km e passou os primeiros 10 km na casa dos 35 minutos, mantendo Toad constantemente no campo visual. No entanto, na segunda metade do percurso, Toad sustentou o ritmo para fechar a corrida em 1h13min30s, enquanto André completou a parcial em 1h14min30s.
A liderança da prova mudou de mãos no trecho final. Colucci, que havia liderado boa parte do percurso, começou a sentir o desgaste da escapada solo no ciclismo. Toad assumiu a ponta a 4 km da chegada, enquanto André conseguiu ultrapassar Reinaldo a menos de um quilômetro do pórtico, garantindo a segunda colocação em uma chegada no limite físico.
O impacto da chuva e a cautela no ciclismo paulistano
A presença da chuva trouxe uma camada extra de complexidade técnica para o evento. Com o asfalto molhado, curvas fechadas, pontes e emendas de viadutos na Marginal exigiram pilotagem conservadora. Relembrando uma queda severa sofrida no Ironman de Frankfurt, na Alemanha, André optou por uma postura defensiva nas descidas e retornos para evitar acidentes.
A cautela com o piso escorregadio e o desconhecimento prévio das emendas do percurso tornaram os tempos gerais da etapa de ciclismo mais lentos em comparação com edições anteriores. Apesar do desgaste extremo que o deixou sem conseguir falar logo após a linha de chegada, o triatleta celebrou o resultado expressivo diante da torcida local.