Mikelle Coelho encara o desafio extremo do Patagonman
Triatleta cearense foi convidada para a icônica prova chilena em dezembro e detalha sua adaptação ao frio intenso.
Convidada para disputar o Patagonman em dezembro, Mikelle Coelho terá que encarar condições extremas e água congelante na Patagônia. Acostumada com o calor de Fortaleza, a triatleta detalha sua rotina de aclimatação com treinos em Portugal e banheiras de gelo.
Mikelle Coelho revelou seu próximo grande objetivo no endurance: a participação no Patagonman, tradicional prova de triathlon extremo em distância full, disputada na Patagônia chilena em dezembro. O desafio coloca a atleta diante de um cenário completamente oposto à sua rotina habitual de treinos no calor do Nordeste.
O convite e a busca pelo pódio
Embora o evento não possua uma categoria profissional tradicional, a organização seleciona e convida três homens e três mulheres de elite para integrar o grid da competição. Segundo Mikelle, o convite para representar o Brasil veio acompanhado de grande expectativa por um resultado expressivo entre as mulheres.
Da água morna de Fortaleza aos equipamentos de neoprene
O principal obstáculo na preparação é o choque térmico. Baseada em Fortaleza, onde a água é quente e o uso de roupa de borracha é inexistente, Mikelle precisa se habituar não apenas às baixas temperaturas da água, mas a toda a vestimenta técnica exigida pelo clima patagônico. A natação demandará colete térmico, wetsuit de maior espessura, meias, luvas e touca de neoprene que cobre todo o rosto.
Estratégia de aclimatação e lição de casa
Para simular o ambiente da prova, a triatleta planejou um período de treinos em Portugal durante o mês de novembro, com entradas diárias na água fria, além de já adotar banheiras de gelo na rotina. Como parte do planejamento, Mikelle também buscou conselhos com o triatleta Paulo Puccinelli, que já completou a prova, estudando conteúdos em vídeo para entender a dinâmica das condições extremas.