Mikelle Coelho avalia desafios no Ironman 70.3 São Paulo
Triatleta detalha a batalha mental contra a chuva e como aproveitou o trecho de bike para entregar força.
Em entrevista à Stemma Sports, Mikelle Coelho relembrou os momentos mais duros do Ironman 70.3 São Paulo. A triatleta explicou como lidou com a tensão da chuva e analisou o percurso de ciclismo.
Em conversa no canal da Stemma Sports, a triatleta Mikelle Coelho relembrou os desafios enfrentados durante o Ironman 70.3 São Paulo. Em um dia marcado por chuva, baixa visibilidade e asfalto escorregadio, a atleta destacou que a maior batalha na capital paulista acabou sendo psicológica.
Clima adverso e a batalha psicológica
Segundo Mikelle, a combinação de clima fechado e pista molhada gerou uma tensão constante desde os primeiros momentos da prova. A atleta pontuou que o dia exigiu muito da cabeça, tornando a reação mais difícil do que em outras provas em que costuma se sentir mais aguerrida. Mesmo tentando se cobrar para destravar o ritmo, a sensação de vulnerabilidade imposta pelo ambiente pesado acabou ditando a dinâmica.
Estratégia e números no ciclismo
Apesar do cenário desfavorável, a estratégia foi entregar o melhor desempenho possível nas janelas que a prova oferecia. No ciclismo, Mikelle identificou que, embora o início e o final do trajeto fossem travados e ruins para rodar, havia um miolo de aproximadamente 60 quilômetros onde era viável desenvolver velocidade e colocar potência.
Ao acelerar nesse trecho intermediário, a triatleta conseguiu andar forte e sustentar um bom ritmo. Ao analisar os dados e números após cruzar a linha de chegada, Mikelle confirmou que o condicionamento e a força estavam presentes quando a pista permitiu, ressaltando que certas dificuldades em dias extremos decorrem de variáveis fora do controle do atleta.