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Mikelle Coelho avalia pelotão feminino no IRONMAN 70.3 Floripa

Triatleta analisa os prós e contras da elite 100% feminina, o percurso de ciclismo e o alto nível das adversárias.

Em entrevista ao Stemma Sports, Mikelle Coelho analisou os impactos da largada profissional exclusivamente feminina no IRONMAN 70.3 Florianópolis. A atleta destacou o crescimento do start list, a dinâmica do ciclismo em volta única e a competitividade do pelotão.

A presença de um start list exclusivamente feminino na categoria profissional do IRONMAN 70.3 Florianópolis trouxe discussões importantes sobre visibilidade, representatividade e dinâmica de corrida. Em conversa com o Stemma Sports durante a cobertura da prova, a triatleta profissional Mikelle Coelho compartilhou suas impressões sobre a decisão de concentrar as atenções na elite feminina e o impacto direto no tamanho do pelotão.

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Visibilidade ampliada e os desafios da divisão de categorias

Para Mikelle, ter uma prova voltada apenas às profissionais mulheres funcionou como um grande atrativo para encher o grid. Com 15 atletas confirmadas, a etapa reuniu um dos maiores fields do ano no cenário nacional. A triatleta pontuou que o foco exclusivo da mídia e das transmissões valoriza a performance das mulheres e serve de incentivo para atrair novas competidoras para o triathlon de longa distância. Como referência pessoal, ela lembrou que seu maior start list anterior havia sido no exterior, em Cascais, onde competiu com 18 profissionais.

Por outro lado, Mikelle ponderou alguns pontos da divisão. Em sua visão, a união entre os pelotões masculino e feminino costuma gerar um alcance de mídia ainda mais amplo para o evento como um todo. A separação de etapas também afetou a logística de casais de atletas — como no caso de Danilo e Vitória — e exigiu escolhas no calendário. Mikelle mencionou que precisou abrir mão de correr em Aracaju, prova especial onde conquistou seu primeiro pódio no profissional no ano anterior.

Mikelle Coelho avalia pelotão feminino no IRONMAN 70.3 Floripa

Dinâmica de prova e a força do pelotão

Questionada sobre possíveis mudanças no ritmo da prova em função da ausência da elite masculina dividindo a estrada, Mikelle avaliou que o traçado de Florianópolis neutraliza grandes interferências. Como o ciclismo é disputado em volta única, a dinâmica flui de maneira mais limpa do que em circuitos com múltiplas voltas — como o IRONMAN 70.3 São Paulo, onde duas voltas de pedal geram maior sobreposição de pelotões e aproximação de amadores.

Em relação às adversárias, Mikelle destacou a qualidade técnica das 15 atletas confirmadas, que incluem desde triatletas com bagagem olímpica até competidoras estrangeiras. Classificando o momento como um privilégio e um teste decisivo para o fim de temporada, a brasileira reforçou que o nível de cobrança será alto: ninguém entrou na largada apenas para participar, e a disputa promete exigir o máximo de cada motor até os metros finais.

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