Luiza Pais reflete sobre Ironman e ciclo profissional
A triatleta de 40 anos detalha a estreia em 9h18, a conciliação com a maternidade e a transição na elite esportiva.
Após cravar 9h18 em sua estreia na distância Ironman, Luiza Pais faz um balanço sincero da temporada. A atleta analisa os desafios de equilibrar trabalho, três filhos e a rotina do alto rendimento, projetando o encerramento do seu ciclo na categoria profissional.
O retorno ao triatlo de alto rendimento após a maternidade de três filhos encontrou seu ponto alto na temporada de Luiza Pais. Após uma construção metodológica que passou por provas de distância sprint, olímpico e cerca de 16 a 17 etapas de Ironman 70.3, a triatleta encarou o desafio de sua primeira prova full e superou as próprias expectativas ao registrar a marca de 9h18.
A rotina do alto rendimento e os custos da dedicação
Apesar da celebração pela marca expressiva no Ironman, o período pós-prova trouxe à tona o peso das exigências necessárias para sustentar esse nível de performance. Aos 40 anos, conciliar o retorno às atividades de trabalho com a rotina de três filhos evidenciou o desgaste mental exigido pelos longos blocos de treino aos finais de semana, que demandavam abrir mão da convivência familiar.
Luiza destaca que sempre estabeleceu como premissa competir na elite enquanto o processo trouxesse realização pessoal. No entanto, o acúmulo de compromissos profissionais e a responsabilidade familiar tornaram a rotina de treinos exaustiva, abrindo espaço para uma reflexão sobre a continuidade na categoria profissional.
Transição de ciclo e o protagonismo feminino
Diante da avaliação de que o encerramento de um ciclo não representa frustração, mas uma etapa natural da vida esportiva, a atleta trabalha a transição até o fim do ano. A presença no IRONMAN 70.3 Florianópolis surgiu como uma oportunidade para processar esse encerramento de trajetória no profissional e, simultaneamente, prestigiar o protagonismo das mulheres no esporte.