Luiza Pais projeta 70.3 Floripa e revive memórias no percurso
Com ciclo de treino encurtado após prova no Rio, a triatleta celebra a volta às ruas de Jurerê e a emoção do trajeto.
Após enfrentar dores e cansaço pós-prova no Rio, Luiza Pais decidiu competir no IRONMAN 70.3 Florianópolis na reta final de inscrições. A triatleta detalha a preparação rápida e relembra a forte conexão emocional de correr novamente no mesmo percurso.
A volta de Luiza Pais a Florianópolis para o IRONMAN 70.3 carrega um significado especial. Poucas semanas após encarar a etapa do Rio de Janeiro, a triatleta profissional confirmou sua presença na prova catarinense quase no limite do prazo de inscrições, motivada pelo carinho e pelas lembranças que guarda das ruas da capital.
Ciclo curto e adaptação pós-Rio
A decisão de alinhar na largada veio cerca de três a quatro semanas antes da prova, no penúltimo dia antes do encerramento das vagas para o pelotão profissional. O período anterior exigiu cautela: Luiza terminou a prova do Rio bastante desgastada e com dores atípicas nas pernas, o que forçou a equipe a reduzir sensivelmente o volume dos treinamentos para investigação e recuperação.
Diante da janela reduzida de tempo, a estratégia foi correr atrás para acumular algum volume, principalmente no ciclismo. Sem a estrutura de um ciclo longo e detalhado como o feito para o Ironman tradicional, Luiza adota uma postura realista e focada em entregar a melhor performance viável dentro das suas condições atuais, deixando o resultado como consequência do esforço.
Memórias em família na Rua dos Búzios
Além do desafio competitivo, o reencontro com o trajeto de Florianópolis mexe diretamente com o lado emocional da atleta. O percurso da corrida repete o circuito que marcou sua trajetória recente no IRONMAN Brasil, evento para o qual reuniu toda a família — pais, filhos, irmãos, cunhadas e amigos — em uma casa alugada no final da Rua dos Búzios.
A passagem por aquele trecho rendeu um dos momentos mais marcantes da sua carreira, quando fez uma pausa rápida de segundos para abraçar os filhos e os pais sob a energia da torcida, sensação que ela costuma comparar a um impulso maior do que qualquer reposição energética. Na véspera do 70.3, ao refazer o trajeto a pé e rever o local, a memória daquele apoio veio à tona de forma vívida.
Desta vez, a torcida presencial está mais enxuta, contando com a presença de seu marido Luiz, do Rafinha e da companheira de equipe Nana, que também compete. Mesmo com uma comitiva menor, Luiza destaca que revisitar esse cenário traz um forte sentimento de gratidão e leveza para encarar a nova prova.