Luiza Paes avalia temporada e reflete sobre ciclo no triatlo
Triatleta faz balanço do ano, relembra memórias em Florianópolis e analisa transição da elite para o amador.
Em entrevista exclusiva, Luiza Paes analisa sua temporada no circuito de triathlon e a estreia no Ironman. A atleta também relembra momentos marcantes em Florianópolis e discute sua experiência na categoria profissional.
Às vésperas da largada em Florianópolis, a triatleta Luiza Paes conversou com a equipe da Stemma Sports sobre os bastidores da sua temporada. Em uma conversa franca, Luiza compartilhou o peso de conciliar treinos intensos com a rotina de três filhos e trabalho, relembrou momentos especiais no circuito catarinense e refletiu sobre os próximos passos da sua carreira no esporte.
Balanço da temporada e reflexão sobre o ciclo profissional
Luiza destacou o ano como um período de coroação de sua trajetória no esporte após a maternidade. Depois de acumular passagens por provas de sprint, olímpico e dezessete etapas de Ironman 70.3, a atleta encarou sua estreia na distância full, fechando a prova na marca de 9h18. Apesar do resultado expressivo, a exigência do ciclo preparatório pesou na rotina familiar e profissional. Com o retorno integral ao trabalho e aos 40 anos de idade, a triatleta admitiu que a etapa de Florianópolis pode marcar sua despedida da categoria profissional, encarando o momento não como fracasso, mas como o fechamento natural de um ciclo e a celebração do protagonismo feminino.
Preparação e memórias no percurso de Florianópolis
O caminho até a largada em Santa Catarina exigiu adaptações. Após sentir dores nas pernas no Ironman 70.3 Rio de Janeiro, Luiza precisou diminuir o volume de treinos e só confirmou sua inscrição na elite a poucas semanas da prova, montando um bloco curto de ciclismo. Refazer o mesmo percurso do Ironman Brasil despertou fortes lembranças emocionais, em especial a passagem pela Avenida dos Búzios, ponto onde sua família esteve reunida em peso durante a estreia na distância longa.
A vivência no profissional e incentivo a outras mulheres
Completando dois anos na elite, Luiza valorizou o aprendizado proporcionado pelo nível de exigência do pelotão profissional, que estimula o atleta a extrair o máximo de dedicação. A possibilidade de retornar à categoria amadora surge pela busca de maior flexibilidade na rotina, permitindo priorizar momentos com os filhos sem a autocobrança rígida do alto rendimento. Como mensagem final, a triatleta encorajou outras mulheres a perderem o medo de competir na elite e destacou que seu vínculo com o esporte continuará ativo em novas fases.