Luiza Pais relata vivência no profissional e encoraja mulheres
Após dois anos na elite, triatleta avalia aprendizado no alto rendimento e convida mais mulheres a arriscarem a transição.
Em entrevista durante a cobertura do IRONMAN 70.3 Florianópolis, Luiza Pais compartilhou os aprendizados acumulados ao longo de dois anos competindo na categoria profissional de triathlon. A atleta destacou a evolução técnica e mental proporcionada pela elite e deixou um recado de incentivo para que outras mulheres abracem esse desafio.
A experiência de alinhar na largada profissional de uma grande prova de triathlon transforma não apenas a rotina física, mas toda a mentalidade competitiva do atleta. Em conversa gravada nos bastidores do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Florianópolis, Luiza Pais abriu o jogo sobre a vivência de dois anos competindo na elite e fez um balanço sincero sobre os ganhos dessa jornada e a decisão de reorganizar suas prioridades.
Para Luiza, estar inserida no pelotão profissional exige uma entrega diária que vai muito além do dia da prova. A convivência com outros competidores de alto nível atua como um catalisador de evolução, extraindo o máximo de dedicação e energia nos treinos. Segundo ela, uma eventual volta para a categoria de faixas etárias (amador) não se deve a frustrações com a elite, mas à necessidade de equilibrar as demandas da vida pessoal, permitindo flexibilidade para momentos em família e descanso com os filhos sem a pesada autocobrança que a divisão profissional impõe.
Coragem e incentivo para a elite feminina
Questionada sobre o que diria a outras mulheres que sonham em experimentar o triathlon profissional, Luiza foi enfática ao encorajar o salto. A triatleta ressaltou que encontrou um ambiente de acolhimento e respeito entre os competidores, reforçando que o medo do julgamento ou da exigência não deve frear quem deseja testar seus limites.
Luiza relembrou que competiu dos 9 aos 22 anos, período após o qual se afastou totalmente das pistas para se dedicar à carreira profissional e à maternidade. Desta vez, no entanto, o retorno ao esporte amador vem com outra mentalidade: manter o triathlon como fonte de prazer, bem-estar e saúde, aberta a novos ciclos de treinamento intenso quando a rotina permitir, mas sem abrir mão da felicidade no dia a dia.