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Como o espírito de equipe sustenta a trajetória na natação

Alexandre Indiani relembra os primeiros passos na piscina e explica por que a força do coletivo mantém atletas no esporte.

Em conversa no Natação Stemma, o treinador Alexandre Indiani resgata as memórias do seu início na piscina em São Bernardo do Campo e destaca o papel do ambiente coletivo para a longevidade dos atletas.

A natação é frequentemente descrita como uma modalidade solitária, em que o atleta passa horas com a cabeça na água olhando para a linha preta no fundo da piscina. No entanto, o fator determinante para a permanência de um jovem no esporte raramente está no esforço individual isolado, mas sim no ambiente que o cerca e na força da equipe.

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Os primeiros passos e a disciplina na base

Em conversa no podcast Natação Stemma, o treinador Alexandre Indiani relembrou suas primeiras memórias na água, por volta dos 6 a 7 anos, nas aulas da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Daquela fase lúdica — em que a diversão era mergulhar para buscar pedras de cascalho jogadas pelo professor no fundo da piscina —, ele migrou para a Academia Iara após um episódio inusitado: cansado de esperar a mãe que havia se atrasado, decidiu voltar para casa a pé aos 7 anos, cruzando avenidas movimentadas. O susto familiar fez com que os pais buscassem um ambiente mais estruturado.

Aos 10 anos, Indiani ingressou na equipe competitiva sob a orientação da professora Helena Scarpelli. O rigor técnico e a organização da treinadora formaram a principal base de sua conduta esportiva. Mais tarde, ele teve passagens pelo Esporte Clube Pinheiros e pelo Estilo Clube Juvenil, novamente em São Bernardo, trabalhando com o técnico Mirko.

Como o espírito de equipe sustenta a trajetória na natação

A força dos revezamentos e o valor do vestiário

Sem se definir como um atleta naturalmente talentoso, Indiani construiu sua carreira por meio da dedicação e da disciplina diária. O resultado desse comprometimento veio principalmente nas disputas coletivas, conquistando medalhas estaduais e nacionais em provas de revezamento.

Para o treinador, a vivência nos revezamentos consolidou uma visão que ele carrega para toda a carreira técnica: o grupo bem estruturado é o que sustenta o atleta nos momentos difíceis. Mesmo em dias de treinos exaustivos e monótonos, a convivência, a parceria e o ambiente leve do vestiário após a série pesada funcionam como o verdadeiro combustível para manter crianças, jovens e até nadadores adultos motivados no esporte.

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