Como a família moldou a carreira de Álvaro José no esporte
Filho de jornalista e de atleta da seleção, o narrador viu no poliesportivo a chance de desbravar o mundo.
Álvaro José relembra suas origens familiares no esporte, a influência do pai jornalista e da mãe jogadora de basquete, e como as modalidades olímpicas abriram as portas para suas primeiras coberturas internacionais.
Em conversa no podcast da Stemma, Álvaro José relembrou o início da sua trajetória e a forte influência familiar que construiu sua paixão pelo jornalismo. Filho do jornalista Álvaro Paes Leme e de uma ex-jogadora de basquete da Seleção Brasileira e do Esporte Clube Pinheiros, o narrador cresceu em um ambiente inteiramente conectado à história do esporte nacional.
As memórias de infância e a herança familiar
A relação de Álvaro com as grandes coberturas começou ainda nos primeiros anos de vida. Seu pai esteve presente em momentos históricos como a Copa do Mundo de 1958, sendo amplamente citado nas crônicas de Mário Filho em livros como Viagem em torno de Pelé. Da Copa de 1962, Álvaro guarda a lembrança nítida de sua professora do pré-primário ouvindo no radinho de pilha a vitória brasileira sobre a Espanha, com dois gols de Amarildo.
Além do jornalismo herdado do pai, a vivência prática veio da mãe. Os jogos de basquete no quintal e a frequência no Esporte Clube Pinheiros — um polo multiesportivo — incentivaram Álvaro a praticar diversas modalidades, como judô e basquete, além de devorar livros e referências esportivas que encontrava em casa.
O passaporte dos esportes olímpicos
O fascínio pelas viagens internacionais foi o principal combustível para sua escolha profissional. Em uma época em que viajar para o exterior era um desafio logístico e seu pai cruzava continentes em aviões quadrimotores Super Constellation, Álvaro traçou uma estratégia para se destacar na profissão.
Percebendo que os repórteres mais velhos dominavam as coberturas de futebol, ele aproveitou seu conhecimento amplo de outras modalidades para focar no universo olímpico e poliesportivo. A aposta rendeu frutos cedo: em 1977, pela Rádio Bandeirantes, enquanto a maioria dos jornalistas viajava pela América do Sul, Álvaro embarcou para a antiga Iugoslávia para cobrir a Copa Intercontinental de Basquete em Belgrado e Liubliana — o primeiro grande marco de uma carreira que já soma passagens por mais de 80 países.