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IA no mercado de seguros: eficiência nos bastidores

Marcos Vinicius Pereira explica como a Newe Seguros usa inteligência artificial em processos internos sem desumanizar o contato com o cliente.

Em conversa no Marketing - The Podcast, Marcos Vinicius Pereira detalha a estratégia de inteligência artificial na Newe Seguros. A tecnologia opera no back-end em análise de crédito, regulação de sinistros e triagem, preservando o contato humano no atendimento.

Marcos Vinicius Pereira, diretor comercial, de marketing e atendimento da Newe Seguros, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre o papel da inteligência artificial nas operações e na prestação de serviços do setor de seguros.

Para Pereira, a adoção de ferramentas tecnológicas precisa ter um propósito claro de suporte aos processos da empresa, sem se transformar no objetivo final da operação. "A frase que eu uso aqui muito e repito o tempo todo é que tecnologia de uma forma geral para a gente, ela tem que ser meio e não fim", afirma.

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Automação e análise de dados no back-end

Na estrutura da Newe Seguros, a IA é aplicada diretamente nos fluxos internos para garantir velocidade e assertividade no tratamento de dados complexos. Um dos principais usos ocorre na análise de crédito corporativo, em que a ferramenta processa documentos extensos e aponta indicadores críticos para a equipe técnica.

"A IA me ajuda numa análise de crédito, por exemplo, eu tenho velocidade para ler e transcrever todo um balanço auditado com várias páginas, eu tenho que olhar o balanço de três últimos exercícios de uma empresa, pensa que um balanço auditado tem 20, 30 páginas", explica Pereira. "Então a IA me ajuda a dar destaque nos pontos mais relevantes."

IA no mercado de seguros: eficiência nos bastidores

A tecnologia também atua na triagem e na organização do atendimento, centralizando diferentes demandas que chegam por múltiplos canais — como pedidos de endosso, avisos de sinistro, reclamações e contratações de produtos. A IA categoriza as informações e as distribui para os profissionais responsáveis, além de auxiliar na regulação de sinistros e na análise de resultados de comunicação.

Preservação do contato humano no atendimento

Embora a agenda de tecnologia da seguradora esteja em expansão, Pereira defende que a automação deve permanecer restrita aos bastidores operacionais, evitando interfaces robotizadas no contato direto com clientes e parceiros.

"Mas uma coisa que a gente fala muito é que isso não tem que ser o nosso front end, isso tem que ser nosso back end. Ela tem que tá aqui funcionando para caramba para a gente ser eficiente e rápido, veloz, assertivo, mas a gente quer que a frente de tudo seja uma característica mais de relação humana", pontua Pereira. "A gente não quer desumanizar os nossos processos e interações, sabe? Isso para mim é primordial numa prestação de serviço."

No vídeo acima, Pereira e Bruno discutem a importância da confiança nas relações comerciais e como o perfil do consumidor brasileiro reforça a necessidade do atendimento pessoalizado, enquanto a inteligência artificial sustenta a eficiência operacional da companhia.

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