"A venda é um processo, não acaso", afirma Marcos Vinicius Pereira
Diretor da Newe Seguros detalha como falhas em negócios anteriores e passagens por Prudential e Smarters moldaram sua visão comercial.
Em entrevista a Bruno Gimenes, Marcos Vinicius Pereira compartilha os aprendizados acumulados ao longo de sua trajetória profissional. O executivo relata os erros cometidos em suas primeiras experiências empresariais e explica por que enxerga as vendas e o marketing como processos estruturados.
Marcos Vinicius Pereira, diretor comercial, de marketing e atendimento da Newe Seguros, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre sua trajetória profissional e as lições acumuladas a partir de erros e recomeços no empreendedorismo. Em trecho do episódio, que também aborda outros temas de gestão, Pereira detalha como a vivência prática e a repetição definiram sua visão sobre vendas e marketing.
No vídeo acima, Pereira explica que a experiência não decorre apenas do tempo de atuação, mas da frequência de repetições e das tentativas práticas. Emancipado aos 16 anos, ele assumiu um negócio com o pai que acabou não prosperando. O insucesso o motivou a cursar propaganda e marketing. "Quando você aprende lá as primeiras cadeiras dos quatro Ps, eu descobri que estava errando simplesmente nos quatro Ps", afirma Pereira ao recordar a constatação de que faltavam fundamentos básicos de administração naquela primeira tentativa.
Da transição ao comercial à segunda empresa na construção civil
Após iniciar a carreira em marketing, passando por posições de estagiário até coordenador, Pereira foi incentivado pela diretoria a migrar para a área comercial. Transferido para o Rio Grande do Sul, atuou na função por dois anos antes de abrir seu segundo negócio: uma empresa de montagem de estruturas metálicas voltada para a construção civil, fundada em sociedade com um parceiro de motociclismo.
A empresa durou três anos antes de encerrar as atividades. Pereira identificou que a principal falha residia no ritmo comercial. "Dessa vez eu percebi que as falhas passavam muito por baixa atividade de venda, frequência de venda mesmo. Toda empresa você precisa vender alguma coisa para ela acelerar", explica, destacando que nenhuma operação avança sem tração contínua no setor de vendas.
A visão de vendas como método e a passagem por tecnologia
Ao analisar a função comercial, Pereira defende que vender não depende de improviso ou sorte, mas de planejamento técnico e levantamento prévio de informações sobre o interlocutor. Para ele, marketing e vendas precisam caminhar alinhados, operando estratégias conjuntas de negociação.
"A venda, ela é um processo, ela não é acaso. Você consegue estruturar uma venda, você consegue se preparar para uma venda, você consegue levantar informações, entender quem é o interlocutor do outro lado, qual o caminho você tem que seguir, traçar um plano A, B, C", pontua Pereira. Essa abordagem o levou a cofundar a Smarters, startup de tecnologia focada em chatbots que posteriormente expandiu atuação internacional, da qual ele saiu na primeira rodada de investimentos.
O setor de seguros e a cultura de absorção do erro
Posteriormente, Pereira ingressou na Prudential, onde atuou sob metodologias de alta performance comercial, e passou oito anos na Potencial atuando com seguro garantia em praças como Porto Alegre, Curitiba, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, antes de assumir a liderança na Newe Seguros.
Pereira reforça que a resiliência e a velocidade de recuperação diante de falhas são determinantes no ambiente corporativo. "O tempo de luto, ele tem que ser muito curto. Alguma coisa deu errado, legal, cara, para ali 1 minuto, 1 hora, 1 dia, depende do tamanho do tombo que você tomou", diz Pereira, ressaltando que cada negativa superada aproxima o profissional do resultado positivo.