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Da engenharia ao Ibope: a trajetória de Laerte Finotelli

Coordenador de produto explica como a transição da indústria automotiva para a pesquisa de mídia moldou sua visão sobre dados.

Laerte Finotelli detalha sua formação no ABC Paulista, a passagem pela Volkswagen e a migração para o Ibope. O coordenador de produto analisa o contraste entre engenharia e publicidade e discute os desafios de cultura no trabalho híbrido.

Laerte Finotelli, coordenador de produto no Ibope, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre sua transição profissional da engenharia automotiva para a pesquisa de mídia e análise de dados de audiência. O episódio completo aborda também métricas em publicidade e governança de dados.

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As raízes industriais no ABC e a passagem pela Volkswagen

Criado em Santo André, Finotelli iniciou sua formação técnica em mecatrônica antes de cursar engenharia de produção. A trajetória profissional começou na indústria regional, passando por uma fábrica de pneus e pelo setor cafeeiro até chegar a uma vaga de estágio na fábrica da Volkswagen, onde permaneceu por volta de 3 anos e pouquinho após ser efetivado como terceiro.

Finotelli iniciou a graduação na FEI e concluiu o curso na Fundação Santo André. Ao refletir sobre a formação técnica, Finotelli lembra uma expressão comum no ambiente acadêmico: "existe ali tipo um estigma na na área de engenharia, em especial na de produção, que é para você não ser igual a pato, que nada, corre e e voa, mas não faz nada direito." Para ele, a piada reforça a necessidade de compreender onde cada profissional entrega valor real.

Da engenharia ao Ibope: a trajetória de Laerte Finotelli

O contraste entre a visão de engenharia e a comunicação de marca

Durante o período na montadora, a convivência com o desenvolvimento de veículos gerou um incômodo conceitual a respeito de marketing. Enquanto os times técnicos investiam recursos pesados em testes e especificações mecânicas, as campanhas publicitárias focavam em conexões emocionais mais amplas com o consumidor final.

Essa diferença de perspectiva chamou a atenção de Finotelli dentro da fábrica. "A gente não tá querendo vender carro para engenheiros de motores, a gente tá querendo vender carro para um público amplo. E a publicidade, a peça publicitária ela tem que conectar com muita gente", afirma Finotelli sobre a percepção que o motivou a buscar uma especialização em Big Data e Marketing na ESPM.

A entrada no Ibope e a atuação em produto

Foi durante a pós-graduação que Finotelli teve contato com a divisão de esportes do instituto de pesquisa, a então Ibope Repucom, por meio de um professor da instituição. Após participar do processo seletivo, ingressou na empresa em 2019, completando mais de 7 anos na mesma estrutura até o momento da gravação.

Finotelli destaca que sua vivência na empresa foi marcada pela formação sob lideranças femininas e por uma rotina orientada a dados precisos e estatística. "Minha carreira toda só eu tive gestoras mulheres, e cara, era uma mais incrível que a outra, super boas de negócio, de poder da marca, de confiança", pontua.

Cultura corporativa e a integração no trabalho híbrido

No vídeo acima, Finotelli e Bruno aprofundam como o modelo híbrido de trabalho alterou a dinâmica de integração de novas equipes em empresas tradicionais. Com um time formado por profissionais de diferentes localidades e colegas com 25 ou 30 anos de casa, a preservação dos laços depende de uma gestão intencional de cultura interna.

A convivência pré-pandemia ajudou a estabelecer relacionamentos profundos no escritório, mas a flexibilidade remota expandiu a contratação para além dos grandes centros. "São carreiras longas que as pessoas se conhecem há muitos anos, vai em casamento, aniversário. E tem a galera nova chegando, que é de outro estado, do ou do interior, e abrir essa porta aqui do do home office, você consegue agregar essa galera também", explica Finotelli.

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