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Flamengo tem respaldo do TAS no caso Marcos Rojo

Documento obtido por Mauro César revela que o Estudiantes assumiu risco de punição esportiva ao escalar o zagueiro.

O Flamengo conta com respaldo do tribunal arbitral no caso da escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes. Bernardo Ramos detalha o processo na Libertadores e analisa os desdobramentos jurídicos.

O Flamengo tem razão jurídica no caso envolvendo o zagueiro Marcos Rojo. De acordo com informações obtidas pelo jornalista Mauro César, o documento do CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) confirma os pontos apresentados pelo clube carioca em nota oficial emitida no último sábado.

No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa a cronologia do processo e os impactos de uma possível reviravolta jurídica na Copa Libertadores da América. Afinal, a documentação aponta que o Estudiantes obteve apenas uma autorização provisória para escalar o defensor, ciente de que o órgão internacional não garantia isenção de eventuais sanções disciplinares e esportivas posteriores.

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Cronologia da decisão arbitral

A sequência dos fatos teve início quando o Estudiantes solicitou à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) a liberação para utilizar Marcos Rojo. A entidade consultou a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e indeferiu o pedido do clube argentino. Na sequência, a equipe de La Plata acionou a Corte Arbitral do Esporte para tentar validar a presença do atleta em campo.

A corte desportiva concedeu uma autorização de caráter temporário, mas incluiu uma ressalva expressa de que não assegurava imunidade contra punições futuras. Desta forma, o Estudiantes assumiu o risco ao colocar o zagueiro em campo diante do Flamengo. Inclusive, o time argentino publicou em suas redes sociais um aviso para que seus torcedores não programassem a viagem para a decisão em Montevidéu antes do desfecho do julgamento.

Flamengo tem respaldo do TAS no caso Marcos Rojo

Implicações esportivas e o regulamento

Conforme destaca Bernardo Ramos, a eliminação do Flamengo dentro das quatro linhas foi patética, mas o clube rubro-negro tem direito de pleitear a vaga uma vez que foi arrolado na ação pelo próprio adversário. De acordo com o regulamento da competição, a sanção prevista pode conferir a vitória por 3 a 0 ao time brasileiro.

Bernardo consultou advogados especializados em direito desportivo, como Andrei Kampff e Fernanda Soares, integrante do TJD de Minas Gerais. Ambos apontavam incertezas prévias pela falta de acesso ao texto integral do CAS, cenário que se altera com a revelação dos termos do documento obtido pela imprensa.

Críticas e declarações de rivais

O tema também repercutiu fora do âmbito jurídico. O técnico Abel Ferreira e a presidente Leila Pereira, do Palmeiras, desdenharam da movimentação judicial flamenguista após a vitória alviverde por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino. O treinador português declarou que não haveria "asterisco" na Libertadores desta temporada, em alusão à edição anterior em que reclamou da não expulsão de Pulgar.

Evidentemente, para Bernardo, a queixa palmeirense ignora que Rafael Veiga também poderia ter sido expulso mais cedo naquela mesma partida apitada pelo árbitro argentino Darío Herrera. O comentarista ressalta que continuará atento aos desdobramentos nos tribunais e às polêmicas que envolvem Flamengo, Palmeiras e Vasco da Gama.

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