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Vini Mauri: da esteira de 15 dólares ao top 10 em Chicago

Atendente de loja de corrida fez 70% da preparação em esteiras de academia e cravou 2:06:45 na Maratona de Chicago.

O norte-americano Vini Mauri chamou a atenção do atletismo mundial ao conquistar o 10º lugar na Maratona de Chicago com treinos em esteira. Conheça a rotina inusitada do corredor que viralizou no Strava com volumes superiores a 70 km em um único dia.

Enquanto grande parte da elite da maratona mundial aposta em campos de treinamento em grandes altitudes e estruturas de ponta, o norte-americano Vini Mauri seguiu um caminho completamente oposto. Aos 25 anos, o atleta construiu cerca de 70% da sua preparação para a Maratona de Chicago correndo nas esteiras de uma academia popular de 15 dólares mensais em Ohio.

Montando a própria planilha de treinos, Mauri chamou a atenção da comunidade da corrida pelo volume extremo registrado no Strava. O maratonista chegou a acumular semanas de aproximadamente 222 km e ultrapassou os 72 km rodados em um único dia, dividindo a carga em duas sessões de ritmo forte na esteira. As sessões em ritmo de 3:00/km rapidamente viralizaram e colocaram os holofotes sobre o atleta.

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A esteira como ferramenta de controle e preservação

A opção pela esteira não foi apenas conveniência, mas uma estratégia para controlar o ritmo e preservar o corpo. Mauri revelou que, na rua, tem a tendência de acelerar além do planejado nos treinos diários. O equipamento ajuda a travar a velocidade ideal e controlar a empolgação.

Além disso, o piso rolante funcionou como proteção contra lesões. Durante os anos no atletismo de pista (track and field), o corredor sofreu com dez fraturas por estresse ao longo da juventude. A transição para as longas distâncias, combinada ao menor impacto da esteira, permitiu a consistência necessária para absorver grandes cargas de treino sem quebrar.

Vini Mauri: da esteira de 15 dólares ao top 10 em Chicago

Rotina simples, patrocínio e resultado na elite

A rotina de Mauri mantém a simplicidade: ele mora com os pais em Ohio e trabalha como atendente em uma loja especializada em calçados de corrida, a Second Sole. O desempenho chamou a atenção do mercado e garantiu um contrato de patrocínio com a Asics às vésperas de Chicago.

A consistência já havia aparecido em abril, quando estreou nos 42 km com 2:05:54 na Glass City Marathon. Em Chicago, confirmou o momento ao cruzar em 10º lugar geral com o tempo de 2:06:45 — terminando entre os melhores norte-americanos da prova, mesmo após enfrentar cãibras no trecho final do percurso.

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