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Maratona de Chicago 2024: vitórias na elite e calor no percurso

Edição reuniu 55 mil corredores com marcas históricas na elite, pódio brasileiro no cadeirante e impacto do calor.

A Maratona de Chicago reuniu 55 mil concluintes com marcas expressivas na elite e novos recordes entre os cadeirantes. No pelotão geral, o aumento da temperatura ao longo do dia castigou os corredores, resultando em uma disparidade marcante entre as duas metades da prova.

A Maratona de Chicago reuniu cerca de 55 mil corredores em um dos finais de semana mais movimentados do calendário internacional de corridas de rua. Conhecida pela altimetria plana e por atrair milhares de brasileiros em busca de recordes pessoais, a prova deste ano entregou marcas expressivas no pelotão profissional, mas impôs um desafio climático considerável para quem esteve na pista.

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Vitórias expressivas e marcas fortes na elite

No pelotão masculino de elite, a vitória ficou com o queniano Amos Kipruto, que cruzou a linha de chegada em 2h01min09s. O tempo representou a segunda melhor marca da história registrada em solo norte-americano, atrás apenas do recorde mundial estabelecido pelo falecido Kelvin Kiptum na edição de 2023. Durante os primeiros quilômetros, o ritmo do pelotão da frente chegou a projetar parciais próximas da barreira de duas horas, antes de estabilizar no trecho final.

Entre as mulheres, a etíope Hawi Feysa garantiu o primeiro lugar no pódio com o tempo de 2h13min33s. A disputa feminina foi extremamente veloz, com a queniana Sharon Lokedi em segundo lugar (2h14min07s) e Brigid Kosgei completando a terceira posição (2h14min55s). Com isso, todo o pódio feminino fechou a distância abaixo da marca de 2h15min.

Maratona de Chicago 2024: vitórias na elite e calor no percurso

Domínio suíço e destaque brasileiro nas cadeiras de rodas

A divisão de cadeirantes voltou a apresentar desempenhos históricos nas ruas de Chicago. A suíça Catherine Debrunner venceu no feminino cravando 1h33min16s, baixando em cerca de um minuto o seu próprio recorde mundial. Entre os homens, seu compatriota Marcel Hug conquistou sua sétima vitória na prova norte-americana com novo recorde de percurso.

O atletismo brasileiro teve representação de destaque com Vanessa Cristina de Souza. A atleta completou os 42,195 km na quinta colocação geral da categoria feminina de cadeira de rodas, com o tempo de 1h47min14s, garantindo um lugar entre as cinco primeiras colocadas da World Marathon Major.

Calor no percurso e quebra de ritmo no pelotão geral

Apesar das condições favoráveis no início da manhã, o aumento gradual da temperatura afetou diretamente o rendimento dos participantes do pelotão geral. A largada ocorreu na faixa dos 15°C a 16°C, mas os termômetros chegaram aos 21,7°C oficiais ao meio-dia e a cerca de 24°C no meio da tarde. Sob sol pleno e sem nuvens, corredores relataram sensação térmica atingindo 26°C.

A organização chegou a sinalizar alertas de condição climática ao longo do percurso, recomendando que os atletas reduzissem o ritmo por motivo de segurança. O impacto foi evidente nas estatísticas: um levantamento da Marathon Handbook indicou que apenas 8,4% dos corredores conseguiram realizar negative split (segunda metade mais rápida que a primeira). A diferença mediana de tempo entre a primeira e a segunda metade da prova alcançou quase 14 minutos.

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