Supertênis beneficiam mais mulheres do que homens?
Estudos apontam ganhos superiores de tempo para corredoras com placa de carbono, superando a média masculina nos 42 km.
Pesquisas científicas indicam que os supertênis com placa de carbono proporcionam um ganho de rendimento maior para mulheres do que para homens. Enquanto corredores baixam em média menos de três minutos na maratona, o tempo feminino cai mais de quatro minutos.
A revolução dos supertênis transformou o atletismo mundial nos últimos anos, mas o impacto da tecnologia de espuma responsiva e placas de carbono pode não ser igual para todo mundo. Dados e levantamentos científicos recentes mostram que as mulheres estão colhendo benefícios percentuais e absolutos ainda mais expressivos do que os homens ao calçar os modelos de alta performance.
A diferença nos números e nos estudos
Conforme debatido no Radar Stemma, levantamentos que comparam o desempenho de atletas antes e depois da era das placas revelam uma disparidade interessante. Em determinadas métricas e distâncias analisadas, os índices de melhora chegam a 4,51% no pelotão feminino, contra 2,62% no masculino. Estudos anteriores publicados no conceituado Journal of Applied Physiology já apontavam uma tendência parecida, com ganhos médios de rendimento girando em torno de 2,6% para mulheres e 2,0% para homens.
O que isso significa na prática dos 42 km?
Quando essas porcentagens são convertidas para o asfalto em uma maratona completa, a diferença fica nítida no relógio. A redução média de tempo para os homens fica na casa dos 2 minutos e 48 segundos, enquanto entre as mulheres o corte médio no cronômetro alcança impressionantes 4 minutos e 18 segundos.
Ainda que a biomecânica exata e fatores como peso do calçado e ritmo basal continuem em debate entre especialistas, os números comprovam que a evolução tecnológica impulsionou as marcas femininas de forma sem precedentes nas corridas de longa distância.